Trocando de janelas no seu mundinho virtual, transitando
entre uma rede social e outra, você conheceu aquela pessoa que parece ser
incrível.
Sem conhecê-lo(a), você lhe adiciona à sua lista de amigos,
achando que será um programa maravilhoso e o instala em sua vida.
Com o passar do tempo, entre “curtidas”, “compartilhadas”,
“comentários” e “cutucadas” surgem as primeiras conversas e aquela pessoa - que
parecia ser apenas um aplicativo - já está ocupando muito espaço no seu HD
emocional.
O programa instalado é fantástico. Seu sorriso é intenso,
seu olhar é cativante, sua conversa é envolvente; mas de repente seu HD já
começa a dar sinais de lentidão.
Alguns outros programas (amigos.ppt, trabalho.pdf e família.doc)
deixam de funcionar corretamente e nem damos atenção para os avisos de sistema
perguntando se queremos enviar relatório para tentar melhorar o desempenho do
computador. Trocam-se números de celular, e se forem da mesma operadora, com
torpedos ilimitados, o processador de nosso cérebro então já não faz mais
cópias de segurança, não realiza mais operações lógicas simples e reinicia
involuntariamente todo nosso sistema operacional sem pedir autorização.
Depois de alguns encontros o coller já não dá mais conta do superaquecimento sentimental de seu CPU.
Depois de alguns encontros o coller já não dá mais conta do superaquecimento sentimental de seu CPU.

Desesperado, chama algum “amigo” técnico em informática e
conta tudo o que está acontecendo. Experiente, ele lhe aconselha a formatar
tudo e limpar seu PC, instalando agora programas potentes como, festas.avi e bebedeiras.exe.
Ao ligar de novo você percebe que o programinha ainda está ali, instalado, com
arquivos ocultos.

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Não há mais o que fazer; você está infectado por
um vírus letal e a culpa é toda sua. Pois quando você quis instalar este
software, clicou em “eu concordo” sem ter lido os termos de uso do programa.
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