Sempre odiei matemática.
Perdoem-me os colegas professores dessa matéria, mas desde ensino fundamental (na minha época chamado de “primeiro grau”) eu me perguntava o porquê de estudar e decorar fórmulas e cálculos que durante a vida não usarei. Perguntinhas que certamente muitos outros estudantes fizeram para professores em aula e para seus pais quando os mandavam estudar no quarto ao invés de ir brincar na rua.
Lembro muito bem do meu último dia de aula do Ensino Médio (na minha época chamado de “segundo grau”, lógico). No que tocou a sirene peguei todos aqueles cadernos e com o isqueiro de uma colega que fumava prendi fogo ali mesmo, na porta da escola. Prometi nunca mais pensar em Báskara, Pitágoras e MMC.
Durante a vida acadêmica muito pouco ou quase nada precisei da matemática (tanto que optei por história pra evitar ao máximo os números e me dedicar bem mais à leitura que sempre me agradou). Mas com o passar dos anos, o fim da juventude e a introdução obrigatória à vida adulta – de dono de casa, assalariado, devedor, etc. – os números começaram a voltar num ritmo alucinante. Cada vez mais os cálculos, as frações, as porcentagens (os juros e as multas também) começaram a fazer parte – mesmo eu não os querendo – da minha vida.
Chego ao fim do mês usando muito mais a calculadora para saber do saldo bancário, aquilo que entra, aquilo que sai, do que a caneta para escrever algo para alguém. Percebam pelo próprio blog que muitas semanas não tem uma postagem sequer.
É o castigo pela queima dos cadernos; é a maldição dos professores de matemática da minha vida que recaiu sobre mim. Viver aprisionado aos números; PRA SEMPRE!
E como se isso não bastasse, hoje, olhando sites de notícias, li uma reportagem sobre a “Equação do Amor”. (clique aqui: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1486509-5603,00-MATEMATICO+AUSTRALIANO+CRIA+EQUACAO+DA+IDADE+CERTA+PARA+SE+APAIXONAR.html )
Não acredito que para encontrar o verdadeiro amor a pessoa deva recorrer aos números. Pois se fosse assim, os professores de matemática – todos eles – teriam amores dignos de romance francês, enquanto aquele perverso rapazinho que queimou os cadernos na frente da escola e hoje é professor de história e apenas lê, jamais terá sucesso sentimental.
Perdoem-me os colegas professores dessa matéria, mas desde ensino fundamental (na minha época chamado de “primeiro grau”) eu me perguntava o porquê de estudar e decorar fórmulas e cálculos que durante a vida não usarei. Perguntinhas que certamente muitos outros estudantes fizeram para professores em aula e para seus pais quando os mandavam estudar no quarto ao invés de ir brincar na rua.
Lembro muito bem do meu último dia de aula do Ensino Médio (na minha época chamado de “segundo grau”, lógico). No que tocou a sirene peguei todos aqueles cadernos e com o isqueiro de uma colega que fumava prendi fogo ali mesmo, na porta da escola. Prometi nunca mais pensar em Báskara, Pitágoras e MMC.Durante a vida acadêmica muito pouco ou quase nada precisei da matemática (tanto que optei por história pra evitar ao máximo os números e me dedicar bem mais à leitura que sempre me agradou). Mas com o passar dos anos, o fim da juventude e a introdução obrigatória à vida adulta – de dono de casa, assalariado, devedor, etc. – os números começaram a voltar num ritmo alucinante. Cada vez mais os cálculos, as frações, as porcentagens (os juros e as multas também) começaram a fazer parte – mesmo eu não os querendo – da minha vida.
Chego ao fim do mês usando muito mais a calculadora para saber do saldo bancário, aquilo que entra, aquilo que sai, do que a caneta para escrever algo para alguém. Percebam pelo próprio blog que muitas semanas não tem uma postagem sequer.
É o castigo pela queima dos cadernos; é a maldição dos professores de matemática da minha vida que recaiu sobre mim. Viver aprisionado aos números; PRA SEMPRE!
E como se isso não bastasse, hoje, olhando sites de notícias, li uma reportagem sobre a “Equação do Amor”. (clique aqui: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1486509-5603,00-MATEMATICO+AUSTRALIANO+CRIA+EQUACAO+DA+IDADE+CERTA+PARA+SE+APAIXONAR.html )
Não acredito que para encontrar o verdadeiro amor a pessoa deva recorrer aos números. Pois se fosse assim, os professores de matemática – todos eles – teriam amores dignos de romance francês, enquanto aquele perverso rapazinho que queimou os cadernos na frente da escola e hoje é professor de história e apenas lê, jamais terá sucesso sentimental.
Mas por via das dúvidas vou tentar resolver essa equação esse fim de semana e, se aquela colega que me emprestou o isqueiro para queimar os cadernos ainda se lembrar de mim e tiver parado de fumar, vou convidá-la para resolver uma “regra de dois”.




