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sábado, 5 de dezembro de 2015

O OCIDENTE, A DEMOCRACIA E A LIBERDADE VERSUS O FUNDAMENTALISMO E O TERROR

O terror praticado pelo Estado Islâmico segue crescendo, ameaçando o mundo, a liberdade, a democracia e a paz mundial.
Após a série de ataques a Paris na semana passada, Turquia, Nigéria e Mali foram os novos alvos deste grupo fundamentalista que pretende criar seu Califado e destruir qualquer tipo de outra cultura que exista.
Os infiéis (qualquer pessoa que não siga sua doutrina) devem morrer.
Para eles, somente a sua Charia importa.
Nenhum país está à salvo.

A palavra de ordem é "medo".
É importante destacar que seus jihadistas - prontos para matar ou morrer - não representam os valores e a própria religião muçulmana. Estes homens fanatizados representam a própria barbárie medieval que se apossou de Constantinopla no final da Idade Média e destruiu o antigo Império Bizantino, outrora um mosaico cultural e religioso no Oriente Médio.
Nestes últimos dias tenho visto centenas de "novos cientistas políticos" teorizando as origens do Estado Islâmico. Uns culpam o imperialismo capitalista norte-americano que interveio recentemente na região. Outros acusam o sionismo judaico como motivo da raiva deste terrorismo. Há, inclusive, até quem defenda o Estado Islâmico, alegando que sua jihad é legítima.
Pessoas que nunca gostaram de frequentar aulas de geografia e história só poderiam pensar assim e escrever tais teorias.
Brincadeiras à parte, a própria história explica as origens desta nova tentativa de recriar o Antigo Califado que se apossou da região, séculos atrás.
Tão radicais que nem a própria Al-Qaeda conseguiu controla-los, o ISIS aproveitou-se do "Vazio de Poder" deixado pela saída dos EUA da região em 2011, confiscando armas, e ainda expandiu-se com a Guerra Civil na Síria fortalecendo-se e ocupando áreas ricas na exploração de petróleo, que hoje financia seu crescimento.

Praticando assassinatos brutais (os quais são filmados e expostos à mídia como forma de disseminação do terror e do medo), escravizando mulheres e crianças cristãs e de outras etnias, destruindo prédios, igrejas, templos e obras de arte, e praticando atentados contra a população mundial, o Estado Islâmico não respeita credo, cor, pensamento político, gênero ou opção sexual. Qualquer que seja sua forma de viver e pensar é infiel.
Portanto, seja capitalista, socialista, branco, negro, pobre, rico, homem ou mulher, quem não seguir a sua doutrina religiosa fanática, merece (segundo eles) morrer.

O mundo - e principalmente o Ocidente - está à merce da barbárie do E.I.
Os princípios morais - liberdade, direito, respeito, democracia e paz - que a sociedade levou milhares de anos para consolidar estão em xeque.

ESTA GUERRA QUE SE APROXIMA NÃO É UMA GUERRA "POLÍTICO-ECONÔMICA".
A GUERRA CONTA O E.I. É UMA LUTA DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA CONTRA O FANATISMO FUNDAMENTALISTA.
EXPOSTOS OS FATOS, E PREOCUPADO COM A ATUAL GEOPOLÍTICA MUNDIAL, DEIXO UMA PERGUNTA:
ESTARÍAMOS NO PRENÚNCIO DE MAIS UMA CRUZADA OU DE UMA NOVA GUERRA MUNDIAL?
SOMENTE A HISTÓRIA RESPONDERÁ.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A "DÍVIDA HISTÓRICA" DA PRÓPRIA HISTÓRIA

Tenho lido muito e ouvido falar que hoje em dia que a sociedade brasileira precisa pagar uma "Dívida Histórica" que tem com os negros.
Mas essa acusação falaciosa se torna confusa quando percebe-se que o próprio negro também escravizava.
* Zumbi de Palmares (aquele que os livros do MEC disseram ser o líder de um exemplo de sociedade comunitária) tinha escravos e matou Ganga Zumba, seu tio, para se tornar o líder daquele Quilombo.
* Chica da Silva, casada com um capitão-mor português, só conseguiu se inserir na sociedade mineira por ter diversas escravas que eram oferecidas como prostitutas à elite colonial.
* O maior comerciante de escravos do século XIX era um negro; seu nome era Francisco Felix "O Xaxá", e só ele foi responsável pelo tráfico de 500 mil escravos (todos eles registrados em atas comerciais).
Quem cobrará a "Dívida Histórica" desses negros que também escravizaram?
Para tentar resolver esse imbróglio, os professores de história criaram o mito de Zumbi (o herói negro, símbolo da resistência) e ocultaram os fatos da vida de Chica da Silva e Xaxá.
A tendenciosidade da Historiografia Brasileira é abusadamente maldosa. E esse "revanchismo histórico", que joga classes sociais x classes sociais e etnias x etnias nunca quis, de fato, falar de história, apenas usar a história com finalidades políticas.
Que a hecatombe da escravidão no Brasil foi um episódio terrível na história mundial, todos sabemos e condenamos. Mas não se deve culpar determinados grupos em favor de outros.
A culpa pela escravidão, que durou oficialmente 358 no Brasil, não é apenas de uma determinada etnia. Ela é milenar e vem desde os tempos da própria África.
Por isso, antes de querer debater de forma acusativa, é necessário ler a história de forma ampla, buscando as origens, não apenas as consequências sociais.
Portanto, quando alguém vem apenas com chavões falaciosos repetidos em bancos escolares, como um papagaio que apenas repete o que ouviu, sem nem ao menos saber o que está repetindo, eu tenho o gosto de expor documentos, fatos, nomes e provas, para destacar que história é muito mais que uma leitura.
História é pesquisa, compreensão e, acima de tudo, REFLEXÃO.
Mas reflexão é algo que se deve fazer sozinho, por isso reitero: para conhecer a História é preciso LER e, acima de tudo, ENTENDER sem alguém murmurando doutrinas em seus ouvidos.
EM TEMPO: a maior "Dívida Histórica" que existe é da própria história, que por tantos anos mentiu nas escolas para nossos filhos.

sábado, 26 de setembro de 2015

MOTEL E VIAGENS AÉREAS EM URUGUAIANA

Quando o primeiro motel foi inaugurado em Uruguaiana, mesmo sem saber a real utilidade do serviço prestado, famílias inteiras (pai, mãe, filhos e sogros) se programavam para passarem os fim de semana no estabelecimento. Vereadores marcavam hora e, após noitadas na nova hospedagem de cama redonda, grandes espelhos e luzes piscantes, discursavam eloquentemente na tribuna da Câmara, enaltecendo o prestigioso serviço prestado pela nova empresa.
O Uruguaianense, naquela época, não sabia o que era, mas achava chique frequentar motel.

Com inauguração marcada para outubro, ao preço de irrisórios R$89,00 reais, os voos entre Uruguaiana e Porto Alegre farão até mesmo o mais bairrista querer viajar pela primeira vez de avião, mesmo sem ter motivo algum pra ir a Porto Alegre. Famílias vão tirar férias em "POA", políticos vão fazer "merchan" no aeroporto e tirar fotos com o comandante do avião.

E assim, vai ter gente comprando passagem, tirando selfies e fazendo check-in quando chegarem na capital.
O Uruguaianense, em outubro, vai se achar chique viajando de avião.

Enquanto isso, muitos vão continuar aproveitando os finais de tarde na pracinha do Aeroporto Ruben Berta pra tomar mate e jogar bola com os filhos, viajando de avião apenas quando realmente for necessário e frequentando motel para...
... ok, vocês sabem pra quê.

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NOTÍCIA: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/08/uruguaiana-tera-voo-diario-e-direto-para-porto-alegre-4828343.html
VALORES: http://redejovemhits.com.br/wp/index.php/2015/09/24/voos-de-uruguaiana-a-porto-alegre-a-partir-de-r-8990/

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O DIA QUE URUGUAIANA VIU O PODEROSO EXÉRCITO PARAGUAIO SE RENDER E O IMPÉRIO BRITÂNICO SE CURVAR AO BRASIL

18 de Setembro de 1865
Durante todo século XIX o sol jamais se punha sob o Império Britânico e a Inglaterra reinou soberana em todas as partes do mundo. Poderosa e inclemente, a Rainha Vitória, decretava leis para aprisionamento de navios e autoproclamava a Grã-Bretanha como a "polícia dos mares".
O jovem Brasil enfrentou a Inglaterra pela primeira vez quando Dom Pedro II negou-se a pagar indenização exigida pelo embaixador inglês no Brasil, William Dougal Christie, decorrente do naufrágio do navio Prince of Wales no litoral gaúcho em 1861.
Um ano depois, após marinheiros ingleses terem sido presos na cidade do Rio de Janeiro por embriaguez e arruaça, novamente o embaixador Christie exigiu que o imperador brasileiro ordenasse a libertação dos marujos britânicos e demissão dos policiais brasileiros. Mais uma vez D. Pedro II negou-se a atender às ordens inglesas. Em represália a Inglaterra aprisionou navios brasileiros e o imperador brasileiro, em resposta rompeu laços diplomáticos com a poderosa Senhora dos Mares. Era o início da Questão Christie, um atrito entre o Império Brasileiro e o Império Britânico que só terminaria depois de dois anos de uma longa batalha jurídica, quando o Brasil saiu vencedor da Questão, após o Rei da Bélgica, Leopoldo I, ter dado ganho de causa favorável ao Brasil. Orgulhosa, a Rainha Vitória negou-se a reconhecer a derrota.
D. Pedro II, assim, defendeu a honra e a soberania brasileira contra os abusos da autoridade inglesa.

Em 1864 o Ditador Paraguaio Solano Lopez invadiu o Brasil com um poderoso exército armado e treinado, buscando uma saída para o mar.
Em 1865 o Paraguai já ocupava a província do Mato Grosso e todo Norte da Argentina.
Por onde passavam, as tropas paraguaias deixavam um rastro de destruição e morte. São Borja, Santo Tomé, Paso de Los Libres e Itaqui não foram páreo para os 6.500 soldados paraguaios comandados pelo General Estigarribia. Em sua rota de guerra, Uruguaiana seria apenas mais uma cidade a ser dominada.
Ao entrar triunfal na cidade de Uruguaiana, evacuada às pressas por ordens do General David Canabarro, os paraguaios ficaram sitiados num cerco que durou semanas, feito pelas tropas aliadas de Brasil Argentina e Uruguai.
Confinados, os paraguaios sentiam em Uruguaiana sua primeira terrível derrota.
Sabendo da iminente rendição das tropas invasoras, D. Pedro II viajou do Rio de Janeiro à Uruguaiana para ser testemunha ocular da derrocada paraguaia em solo brasileiro.

No dia 18 de setembro de 1865, em Uruguaiana, D. Pedro II assistiu o poderoso exército paraguaio se render a seus pés e, de quebra, ainda recebeu a visita do constrangido embaixador inglês na Uruguai com pedidos oficiais de desculpas escrito a punho pela Rainha Vitória.
Uruguaiana, há 150 anos, foi palco de uma vitória militar e outra diplomática do Brasil.
Mais que isso, há 150 anos, em Uruguaiana, o Brasil mostrou sua soberania pro mundo.
Viva Uruguaiana e o Sesquicentenário da Retomada.
Viva a nossa história!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

AQUELE MENINO SÍRIO NA PRAIA ME FEZ CHORAR

Aquele menino sírio na praia me fez chorar.
Aquele menino na praia, inerte, de bruços, recebendo as batidas das ondas não estava brincando com elas.
Aquele menino na praia, repousado na imagem, imóvel na areia, não estava construindo um castelinho com seus grãos.
Aquele menino na praia, estático, em silêncio, não estava com seus pais, como num dia em que a família tira fotos na orla.
Aquele menino na praia, que deveria estar rindo, desfrutando a sua inocência, usufruindo a sua infância, recreando-se nesta que deveria ser a sua fase mais bela, infelizmente teve sua vida ceifada pelas agruras do mundo adulto e cruel que o impossibilitou de existir.
Aquele menino na praia me fez sentir raiva por ser adulto; pois somos nós, os adultos, que complicamos o mundo, que se fosse infantil seria tão simples como brincar nas areias da praia, algo que aquele menino não pode fazê-lo.
Aquele menino sírio na praia me fez querer ser criança também para não ter que ver tudo isso que está acontecendo hoje em dia.
Aquele menino na praia me fez chorar de vergonha e morrer um pouco por dentro. Pois hoje, o mundo adulto, ao qual eu infelizmente também pertenço, puniu sem querer quem apenas queria viver.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

JAMAIS DESAFIEM OS GAÚCHOS


Getúlio Vargas havia perdido a eleição presidencial de 1929 para Julio Prestes, candidato paulista apoiado pelo então presidente - também paulista - Washington Luís.

Em meio a protestos contra as fraudes eleitorais que teriam dado a vitória a São Paulo, além do assassinato do candidato a vice da chapa de Vargas (João Pessoa) e o acidente aéreo que matou o tenente Siqueira Campos, os gaúchos articularam um golpe para derrubar o governo de Washington Luís e empossar Getúlio Dornelles Vargas.
Ao saberem que os gaúchos haviam partido de trem e a cavalo do Rio Grande do Sul em direção ao Rio de Janeiro, alguns jornais paulistas e cariocas publicavam reportagens desafiantes, afrontando que "jamais os gaúchos atarão seus cavalos no Obelisco da Avenida Rio Branco".

Em 03 de Novembro de 1930, após entrarem triunfais no RJ, gaúchos atavam seus cavalos no Obelisco, derrubavam o governo de Washington Luís, encerravam a República do Café com Leite, venciam a Revolução de 1930, mudavam o rumo da história do país e provavam ao Brasil que JAMAIS deve-se desafiar o Rio Grande do Sul.

Honramos o hino que diz: "Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra!"

Viva o Rio Grande do Sul!
Viva a Verdadeira Revolução que o Rio Grande venceu!


* COMPARTILHE A HISTÓRIA HEROICA DO RS *



domingo, 30 de agosto de 2015

A CRISE ECONÔMICA INSTITUCIONALIZADA E O "NOVO BRASILEIRO"

O Brasil, o Rio Grande do Sul e Uruguaiana deram passos pra trás em 2015.
A Prefeitura Municipal não tem dinheiro em seus cofres públicos.
O Governo Estadual, completamente quebrado, corta verbas, aumenta impostos e parcela salários de servidores públicos.
O Governo Federal vive a maior crise econômica, política e moral da história do Brasil. Inflação e dólar nas alturas, desemprego e queda de 1,9% do PIB é apenas uma pequena amostra grátis (pois você não tem mais dinheiro, né?) do que está acontecendo.
O Brasil voltou à "Década Perdida" de 1980.
Muitos que estão lendo não viveram, ouros eram pequenos demais para lembrar, mas quem viveu aqueles terríveis anos do Brasil, recorda muito bem o que era sobreviver com o salário que não chegava ao fim do mês, o terror das remarcadoras de preços, as filas no supermercado nos dias de "rancho", a inflação estratosférica, o desemprego, o déficit público anual e a corda no pescoço da família brasileira.
Mesmo assim, nos anos 80 o Velho Brasileiro ainda conseguia sobreviver a crise porque não tinha muitas coisas. Raras eram as famílias com carro do ano na garagem, casa financiada, ar condicionado em quase todas as peças casa, diversos eletrodomésticos consumindo energia elétrica, etc.
Não havia internet pra pagar, tampouco aparelho celular e tanta conta de telefonia.
Os filhos não pediam I-phones, I-pads e tablets, pois não havia.
As crianças não tinham roupas da moda, de marcas famosas; ostentação era quando o menino ganhava um kichute novo.
Na década de 1980 não havia luxo; e talvez tenha sido por esse fator que o Velho Brasileiro sobreviveu.
Em 2015, o Novo Brasileiro está vivendo como se estivesse nos anos 80, porém, dessa vez, com todo luxo e ostentação que agora custa muito caro.

Pobre Novo brasileiro.

Agora mais do que sobreviver a crise, o Novo Brasileiro precisa aprender a viver normalmente.