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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E agora 2008?

Sobrevivi...
Passei pelos 366 dias desse longo ano (longo mesmo, afinal, tivemos um dia a mais que nos outros anos) ou terão os dias passado por mim?
A verdade é que chego nesse derradeiro momento do ano com estranhos sentimentos quanto às coisas que aconteceram: vivi, sobrevivi; sorri, chorei; amei e talvez tenha sido amado em algum momento; mas acima de tudo, eu aprendi.
Aprendi que calar é importante quando necessário.
Aprendi que mentiras são necessárias em determinadas circunstancias, mas que viver delas pode tornar-se um vício com conseqüências profundas à quem está perto.
Aprendi que amigos são necessários, mas que não se pode sair por aí a procurar amizade (pois a amizade é uma descoberta natural entre duas pessoas).
Aprendi que nem tudo que a gente faz será bem recebido pelos olhos críticos daqueles que nos rodeiam.
Aprendi que não se deve deixar coisas para depois; esse depois pode nunca chegar e o arrependimento pode ser fatal. (meu primo Fabio faleceu hoje, depois de meses sofrendo com o vírus do HIV e muitas vezes eu prometia à mim mesmo ir visitá-lo e levar frutas, e agora vou viver num certo arrependimento de não tê-lo feito enquanto era tempo).
Aprendi que o reconhecimento não vem escrito em uma placa de bronze, numa praça, mas no muito obrigado sincero que alguém inesperadamente nos fala.
Aprendi que a vida é extremamente dura como um cansativo dia de trabalho; mas que o sorriso e o abraço de um filho, ao se chegar em casa, é a maior bateria para uma alma cansada.
E o mais importante desse árduo, penoso e longo 2008 foi que aprendi a aprender.

Eu não consigo guardar rancor de pessoas, quem dirá de datas; se 2008 me deixa algumas seqüelas que ainda podem estar doendo, somente o tempo fará com que eu lembre desse ano como uma lição de vida; pois o velho jargão diria simplesmente: vivendo e aprendendo.

Vivi.
Aprendi.
Em 2009? Quero viver ainda mais; e ensinar às pessoas a minha volta o quanto é bom aprender (mesmo que seja com os próprios erros).
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Coisas que eu deixei de postar aqui durante essas últimas semanas, mas deixo agora para encerrar o ano sem dívidas:
RETROSPECTIVA 2008:
REVOLUÇÃO CUBANA:
40 ANOS DO AI-5:
DICAS PARA O VESTIBULAR DE HISTÓRIA:
BARACK OBAMA - UMA NOVA PÁGINA NA HISTÓRIA MUNDIAL:
RECORDAR É VIVER:
20 ANOS DA COSNTITUIÇAO DE 1988:
Em tempo: Sobre 2009, os mais céticos irão dizer: "(...) é apenas uma mudança de data!" Mas afinal, não custa nada acreditar!

sábado, 29 de novembro de 2008

A FASE EREMITA

Passadas semanas onde minha ausência foi perceptível até neste blog, retorno para tratar justamente de ausência, de isolamento, de permanecer afastado das coisas, das pessoas, do mundo que está aí a nos cercar.
É a vida de um eremita[1] (ou ermitão), buscar o silêncio, a distância e um refúgio seguro, onde somente consigo mesmo poderá este ser solitário estar protegido dos “por vires” que a vida causa.
Entrei nessa fase recentemente; em parte por vontade própria (as vezes ficar sozinho é um tratamento muito eficiente para tratar problemas pessoais), em parte pelas atribulações profissionais que a vida nos imprime constantemente na alucinante correria capitalista dessa nossa sociedade pós-moderna fazendo-nos máquinas de trabalho completamente insensíveis quanto ao próximo (que deve ser considerado um concorrente, e não um irmão); mas em grande parte também, eu atribuo essa nova fase a qual acabei mergulhando, ao fato de ter me dado conta que muitas coisas que até pouco tempo atrás existiam no meu meio viver, hoje estão escassas: amizades – profundas e verdadeiras amizades.
A palavra amizade não deveria constar nos dicionários; pois não seria uma dúzia de outras palavras que conseguiria lhe definir. A palavra amizade deveria ser, sim, uma busca eterna na qual as pessoas deveriam primeiro proceder, para depois poder entender.
Não senhores, esta postagem não tem o intuito de fazer cobranças ou reclamar daqueles amigos que hoje não estão próximos para compartilhar um mate ou uma conversa fiel. Mas é que ultimamente fui percebendo que ao passo em que crescemos, amadurecemos psicologicamente e nos envolvemos seriamente na sociedade em que vivemos, vamos pouco a pouco deixando de lado sentimentos, entre eles o da amizade.

Repassando estes meus anos de experiências aqui na terra, lembro de amigos de infância (já de longa data), amigos dos tempos de escola, amigos do futebol, amigos que conquistei na faculdade; amigos...
Na verdade, desde que me conheço, tive e tenho poucos amigos; em um universo de centenas de pessoas sempre tive o prazer de dizer que meus amigos podiam ser contados nos dedos das mãos e ainda me sobrariam dedos! Mesmo assim estes poucos companheiros para mim tiveram (e alguns deles ainda tem) uma significativa e relevante importância, pois cada um deles, em determinado momento, foram uma mão amiga, uma guarida, uma base de apoio, quando tempestuosas tormentas sacudiram meu mundo.
Mas hoje, quando me encontro na fase mais plena de vida, realizado profissionalmente, socialmente e familiarmente, os busquei novamente para compartilhar da alegria na qual me encontro. E não os encontrei.
Alguns o destino ceifou, outros o sistema nos separou (remetendo-os para bem longe em busca de qualidade de vida e trabalho), uns que a diminuição de contato diminuiu também a relação amigável, e outros que... bem, melhor nem dizer (mas que tem o dedo do bichinho mulher nessa interferência, tem). Então, percebendo da situação na qual embarquei (por motivos meus e de outrem) acabei aceitando passivamente – e confesso, estou gostando – a nova fase que tratei de apelidá-la de “fase eremita”.

Escrevi tal matéria após assistir atonitamente a tragédia que assolou o estado de Santa Catarina, que me deixou preocupado por lembrar que um dos meus grandes amigos (com quem estou perdendo o contato) hoje vive naquele estado.
Mas termino a minha postagem mais tranqüilo, ele acabou de dar sinal de vida fazendo um comentário em uma foto do meu orkut, sobre outro amigo meu, que também mora longe, na Argentina; e ironicamente por uma foto, de uma época já meio distante, consegui unir dois destes meus amigos em contato novamente, mostrando que ainda existe amizade sim, só que as vezes ela está escondida, num medo sobre uma notícia, num blog ou até mesmo numa foto de orkut.

Em tempo: só não me tornei mais eremita, pois nesta semana fiz a barba e cortei o cabelo. Até porque barbudos nessa época só o Papai Noel e os companheiros da "estrelinha" (com excessão da Dilma, que é mulher).

[1] Um eremita ou ermitão é um indivíduo que, usualmente por penitência, religiosidade, misantropia ou simples amor à natureza, vive em lugar deserto, isolado. O local de sua morada é designado eremitério.
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Pra não perder o humor, deixo um vídeo do grande goleiro do time da Beira-Rio:

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Propagandear pode?


Vou aproveitar este meu próprio espaço para divulgar o seminário que, juntamente com o Curso Meta, estou promovendo.

Trata-se do:
I Seminário "As Múltiplas Relações da História no Currículo Escolar"
Dias 31/10 e 01/11 (Primeira Etapa)
Local: Clube Comercial-Uruguaiana
Temas: Arqueologia / Biologia / Didática / Filosofia / Geografia / História / Mostras Literárias / Multidisciplinaridade / Oficinas / Paleontologia / Sociologia

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Professores da UFSM, PUC-RS e convidados.

Informações: (55) 3411-8193 / (55) 84095148 / (55) 8119/6779
meta_historia@hotmail.com - cursosmeta@hotmail.com
Inscrições: Meta - Cursos e Concursos (Rua XV de Novembro-1709)

Certificados de 20 e 40 horas (Organização: Cursos Meta)

PROGRAMAÇÃO:



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Para os alunos do Pré-Vestibular:
http://www.4shared.com/file/66907135/14181ac2/MDULO_3_-_4_AULAS.html
(terceiro módulo de SLIDES)
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Semana que vem retorno escrevendo e nao "propagandeando".

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Coisas Desimportantes (Parte - III)

Até que gostei de escrever sobre as "Coisas Desimportantes", pois criei tal tópico para deixar o BLOG menos contestador e mais com cara de blog mesmo. Deixo de ser crítico (como muitos agora me chamam) e trago inutilidades completamente sem importância cultural nenhuma, mas que fazem você leitor se distrair e até rir, assim como eu, das coisas que acho na internet durante a semana. Hoje, mais desinteressante que os últimos, os links abaixo pouco ou quase nada irão acrescentar ao conhecimento de vocês; com algumas raríssimas exceções (como o texto que ajuda a estudar para vestibular) o resto é de uma perda de tempo total. Mas é isso que rola em 90% da internet; não poderia ser diferente no Blog do Provinciano.

1 - Tem toda razão aqueles que me atiraram pedras dizendo que eu critico demais a política de Uruguaiana. Aqui a coisa é séria (sim, estou sendo irônico), chata, repetitiva e pouco original. Políticos bons são estes que a UOL conseguiu registrar pelos quatro cantos do Brasil; um verdadeiro circo:

http://noticias.uol.com.br/monkeynews/album/galeramedonha_album.jhtm


2 - Falando em candidatos: esta moça aqui, se eleita for, terá que dar o que tem de melhor aos seus eleitores:




3 – Aos amigos que gostam e jogam video-game (em especial Rafael Fanti e Richard Pachamé), a Petrobrás e a OI (telefonia móvel) estão trazendo ao Brasil entre os dias 28/09 e 05/10 um mega-concerto com a trilha sonora dos mais famosos games de todos os tempos. Em seu repertório estão clássicos de jogos como God of War (eleito o melhor jogo de Playstation de todos os tempos), Zelda, Final Fantasy, Warcraft (o meu preferido) entre outros.

http://www.videogameslive.com.br/

No site se pode escutar algumas das trilhas sonoras; e no EMULE é possível baixar o Cd completo.

4 – Para os alunos (em especial aqueles mais “largados” na hora de estudar) um cientista norte-americano ensina uma nova forma de estudar menos e assimilar melhor:

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL780114-5604,00-CIENTISTA+AMERICANO+ENSINA+COMO+APRENDER+MELHOR+SEM+ESTUDAR+MAIS.html

5 – Em tempos de crise é sempre bom relembrar o passado glorioso do Imortal Tricolor:




Volto a afirmar: o Grêmio será campeão; mas só na última rodada. Quem tiver coração forte e resistir viverá para ver.

6 – A matéria da semana passada deu o que falar; foi a mais comentada aqui no Blog e eu ainda aproveitei para publicá-la, também, na comunidade de Uruguaiana, no Orkut.
Resultado: polêmica!

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=33657&tid=5250434551126810547

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7 - Finalizando: este cara aqui é "o cara"



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Escrevo esta matéria enquanto comemoro o final da Propaganda Eleitoral Gratuíta (na verdade obrigatória); somente daqui quatro anos sofrerei de novo com as figurinhas locais.

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Aos amigos uma boa eleição!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Aqueles Segundos de Fama

Mais divertido que os programas de comédia dos canais de televisão aberta (Globo com Zorra Total e Casseta e Planeta; SBT com a cretácea A Praça É Nossa e Record com Show do Tom) é a propaganda eleitoral gratuita dos partidos políticos que concorrem aos cargos de prefeito e vereadores, na cidade de Uruguaiana.

Confesso que após o almoço eu me acomodo na poltrona, em frente ao televisor, e exijo silêncio na sala para poder dar boas risadas com aquilo que os candidatos prometem, expondo-se ao eleitor.
Porém, enquanto me divirto com a comédia política local, rindo e até gargalhando das obscenidades proferidas à mim que chegam ser escandalosamente absurdas, minha consciência social de cidadão e educador se remói de tristeza quando se depara com uma verdade latente sobre a democracia de Uruguaiana:

“Não há candidatos em quem se possa votar!”


Eu que sou bairrista assumido e provinciano até no nome do blog, tenho que aceitar a idéia de que até em Porto Alegre existe uma maior opção de voto do que na cidade onde vivo.
Dirão que estou exagerando, mas não estou. Quatro candidatos disputam a prefeitura e nenhum deles tem todas as qualidades necessárias para governar a cidade. Pois, se para um falta competência, para outro sobra arrogância e soberba; se para outro, dos quatro candidatos, falta “tudo” (quanto à conhecimentos de política), para outro falta habilidade e jogo de cintura (o que é altamente necessário neste ramo).
Para um sobram acusações, de que é fascista, déspota, inflexível, centralizador e, até mesmo, ditador. Pesam sobre tal candidato estas e muitas outras acusações, e eu até não tiro a razão de quem o acusa.
Outro, destes candidatos, passou por um governo onde o município de Uruguaiana esteve relegado à uma das piores administrações do Brasil, na época, segundo uma revista de circulação nacional conceituada, que fez um levantamento de todas as cidades do país; e neste pleito eleitoral, tal candidato ainda ocupa-se mais em acusar seu opositor do que mostrar projetos e planos de governo.
Tem outro candidato que é guarda de rua (não que isso seja pejorativo, longe disso, é um mérito termos um candidato com calos nas mão), mas quer governar uma cidade de mais de 150.000 habitantes tendo o ensino fundamental incompleto (mas isso o Brasil já sabe como é e ainda assim aprova) e querendo cortar gastos essenciais para a manutenção de um governo municipal, contando apenas com um grupo de "pessoas esforçadas", mas nada probas.
E o quarto, e não menos importante dos candidatos, acredita que o mesmo que governar uma casa e uma família é governar uma cidade. Ahhh se tudo fosse tão fácil assim! Mas as utopias estão aí para quem quiser acreditar; e de utopias alguns partidos entendem muito bem.
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Porém, a graça mesmo vem nos dias em que os candidatos às vagas de vereadores se manifestam. Centenas, muitos deles conhecidos meus, apresentam nos seus breves segundos projetos inviáveis, planos impossíveis, se investem de uma autoridade que nunca terão (como vereadores) e prometem... como prometem. Prometem, sorrindo, gesticulando, esbravejando e olhando fixamente para mim e para os telespectadores que assim como eu ficam presos à tela da TV ou rindo ou tristes pelo que presenciam durante o horário eleitoral.
Um candidato quer derrubar toda a floresta de eucaliptos da cidade, outro quer trazer, sozinho, uma universidade; um é o candidato das crianças (como se elas votassem), outro é o candidato dos camelôs; caricaturados tem aos montes: uma candidata é completamente rosa, outro é a reencarnação local de Chê Guevara; entre os mais polêmicos tem aquele que ficou devendo tanto dinheiro quando prefeito que hoje quer fiscalizar o governo municipal como vereador (pode isso?) e outro que não tem dinheiro, não tem emprego e não promete nada pra ninguém (pelo menos foi exacerbadamente sincero), mas ainda sim quer esta “tetinha” pra deixar de ser desempregado e ter dinheiro.
Parece surreal, mas este é o cenário político do município de Uruguaiana. Nem Woody Allen faria uma comicidade dramática tão intensa como o horário eleitoral desta cidade é capaz. É uma alternância de sentimentos durantes estes minutos que nos levam da alegria ao desespero em segundos; e entre segundos de um candidato e outro eu vivo estas emoções, fortes, hilárias e apavorantes, pois a política (pelo menos a local) virou um circo de horrores na qual eu e meus munícipes somos a platéia, que assiste passiva aos segundos de fama que os políticos buscam em campanha.
Mas depois de eleitos, a coisa muda; eles somem, as promessas se perdem no vazio e a platéia, que assistia ao espetáculo do circo, coloca o nariz vermelho e vira ator/palhaço por mais quatro anos.


A solução?
Infelizmente farei isso neste pleito (mas que não sirva de conselho).

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Alegria minha foi esta noite de sexta-feira (27/09); fiquei satisfeito de ver apenas dois candidatos apresentarem propostas, projetos, exporem planos e visões para os problemas internacionais e de seu próprio país (EUA). McCain e Obama, ambos buscando a presidência da maior potência do mundo, fizeram do debate um exercício de cidadania, democracia e respeito às idéias. Confesso que me idenfiquei mais com o candidato democrata.

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Notícias que colhi nos sites durante a semana e de valiosas informações tanto sociais como históricas:

JESUS CRISTO MAIS HUMANO:

O JOGO DA EVOLUÇÃO:

REVELAÇÕES SOBRE A MISTERIOSA STONEHENGE:
O DÓLAR ACABOU?

domingo, 21 de setembro de 2008

Coisas desimportantes - (Parte II)

Dando continuidade em alguns temas que ficaram apenas no "Parte I", trago mais coisas desimportantes apenas para nao deixar este domingo passar sem ter escrito absolutamente nada.
Em primeiro lugar, algo que pode ser tão desimportante como ler horóscopo (pois eu nao credito que todomundo que tenha nascido em tal data tenha o mesmo destino) hoje se comemora o dia da árvore. Clap, clap, clap !!!
A nossa sociedade humana mata e desmata diariamente e inventam um mísero dia para comemorar? A hipocrisia não tem limites mesmo.


Também celebra-se hoje o dia da paz (isso até que não é tão desimportante). A ONU, uma organização que intermedia as relaçoes internacionais, mas que já não é mais respeitada pelas grandes potência, escolheu o dia 21 de setembro para celebrar a paz mundial (mas em algumas regioes do planeta esta data passa direto.

O site do G1.com.br elaborou um QUIZ muito interessante e instrutivo com 10 perguntas sobre a paz e seus principais defensores:


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Um teste de memorização a matemática muito legal; pena estar em japonês (ou chinês, sei lá)


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Como funciona a internet (segundo um português)

Aí o Manoel chega para o Joaquim e pergunta:- Escuta cá, ó Juaquim, tu que és um homem sempre bem informado, me diga uma coisa: como funciona esta tal de Internet?- Bem, Manuel, vamos começaire do princípio. Tu já viste as cabrascomeirem capim e cagairem bolitas igual a azeitonas?- Sim, Juaquim, já vi muitas vêzes!- E tu já viste os touros comeirem capim e cagairem umas placas de bosta verde deste tamanho?- Sim, também já vi, Juaquim!- Oras pois, me diga cá, se os dois bichos comem do mesmo capim, como é que podem cagairem merdas tão diferentes?- Bain, Juaquim, eu não faço a mínima idéia!- Pois então, Manuel! Se tu não entendes nem de merda, como já queires entenderes de Internet?

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O Grêmio cada vez mais deixa os rivais (Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo) se aproximarem, quase na reta final do campeonato, causando pânico em sua torcida já quase comemorava o título com antecedência.
Aviso: o título é nosso, não se preocupem. Afinal, alguém já viu uma conquista tricolor com folgas?
O Tri-Campeonato Brasileiro virá na última rodada. Quem tiver coração forte viverá para presenciar.
Já comprei minha bandeira para festejar!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Como é bom desfilar no Brasil

Aproveitei este ínterim dos desfiles que ocorrem aqui no estado, entre o 07 de Setembro e 20 de Setembro, para divagar um pouco sobre como o brasileiro gosta de eventos públicos (acrescentem neste meu pensamento o carnaval de “rua”, ícone máximo de nossa cultura) e como nós comemoramos qualquer coisa.
Pensei até em parar de escrever este artigo e não publicá-lo, pois certamente haveria retaliação forte da crítica que me acompanha, caso fosse vá ao ar estas minhas idéias, mas manterei minha coragem ao acercar sobre o assunto e a crítica que agüente ou que se sustente.
Entendo que carnaval é uma festa popular, que envolve esta pluralidade étnica que é o Brasil e que nele (carnaval) não se acrescentam ideologias nem movimentos políticos em torno do evento (se bem que é bem nesta época que a política brasileira pula e se joga confete em Brasília se beneficiando do dinheiro público enquanto nós bebemoramos a “festa da carne”; carne esta que lá por agosto ou setembro irá faltar na mesa do folião de fevereiro).
Mas é em setembro que o povo vai às ruas; não em manifestação nem em protesto, mas em comemoração e celebração à Independência do Brasil. Os soldados marcham mostrando o poderio bélico do exército, da marinha e da Aeronáutica brasileira (boa parte dela sucateada); as crianças desfilam por suas escolas, vindas de todos os bairros, de todas as classes, ostentando os uniformes ou a velha e clássica “camiseta branca e calça jeans” (Opa! ‘Jeans’ não é norte-americano? Estranho!) e as pessoas aplaudem a data que libertou o Brasil, então colônia, lá nos idos de 1822, do jugo da metrópole portuguesa que queria retroceder o Brasil de Reino Unido à colônia novamente.
Foi um grito de “Independência ou Morte” que desatou as amarras colônias e criou a nação, e realmente isto é motivo de orgulho patriótico; mas alguém lembra o que custou este brado de D. Pedro I? Perguntem à Inglaterra, a mais feliz das nações neste processo que culminou com uma dívida centenária da qual os cofres brasileiros se esgotaram pagando.
Invertendo um pouco os fatos, eu poderia dizer que desfilamos comemorando o que o brasileiro mais tem: DÍVIDAS! (Agora sim, vão começar a críticas)
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Isso só acontece no Brasil; não é brincadeira, é fato. Somente no Brasil os fuzileiros navais bebem cachaça e cerveja trajados em farda de gala num boteco na esquina da Capitania dos Portos (melhor, somente em Uruguaiana se vê isso).
Acreditem, foi esta a primeira cena, logo de manhã, que vi ao sair para a sacada do meu apartamento: oficiais com suas fardas e condecorações bebendo num botequinho na esquina do prédio onde moro.
Felizmente o boteco se chama “Bar Brasil”, ou seja: os oficiais estavam a serviço da pátria!
Outros oficiais, que precisam defender o cidadão fazem isso em horário de trabalho:





Mas tudo bem, o Brasil é o país que dança até na corda bamba.
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Passam-se mais alguns dias e no Rio Grande do Sul se festeja a gloriosa Semana Farroupilha. (Depois disso serei crucificado após postar este artigo)
Uma semana de festejos, cavalgadas, chama crioula, todo mundo usando bombacha (aí acaba a semana a bombacha volta a ser considerada vestimenta no sense), bailes, piquetes, e... DESFILE.
Mas há sim, o que se comemorar nesta data tão épica; afinal foram dez longos anos que a República Riograndense enfrentou as hostes imperiais lutando em frangalhos, já quase em farrapos.
Nossos guerreiros pereceram em campo de batalha mas não arredaram pé em nome daquilo em que acreditavam ser seu ideal: defender a sua mátria, a sua pátria.
Os Generais Farroupilhas, que protagonizaram a revolta, interessados na valorização de seus comércios (o charque) hoje são celebrados, imortalizados, lembrados em bustos e nomes de ruas e cidades.
E aqueles que lutaram pelo Rio Grande e que nem terra tinham (pois lutaram por estes generais) hoje estão gravados apenas no orgulho que temos por nossa terra.
Há de se lembrar que todos os “Generais” Farroupilhas, após se renderem ao Império, receberam indenizações do governo, alteraram como queriam a política econômica do charque, permaneceream fazendeiros e ainda foram incorporados ao Exército Imperial com patentes de Coronéis, enquanto que os peões (aqueles que sobreviveram) voltaram a trabalhar nas grandes estâncias e os negros (os que acreditaram na promessa de liberdade externado até na bandeira do Rio Grande) foram traídos e muitos deles mortos por seus próprios "Coronéis".

Mas pra quê lembrar disso? Bom é desfilar, não importa o motivo, não importa a celebração, o que vale é comemorar; e isso o brasileiro sabe mais que ninguém.

Viva o Brasil! Viva o Rio Grande! (mas “vivas” com uma parcela de reservas)

Bom desfile gauchada (enalteçam aqueles que acreditaram num mundo mais justo, livre da tirania, da opressão e dos interesses sórdidos da política de interesses).
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Os slides do segundo módulo de Pré-Vestibular: