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terça-feira, 1 de setembro de 2015

JAMAIS DESAFIEM OS GAÚCHOS


Getúlio Vargas havia perdido a eleição presidencial de 1929 para Julio Prestes, candidato paulista apoiado pelo então presidente - também paulista - Washington Luís.

Em meio a protestos contra as fraudes eleitorais que teriam dado a vitória a São Paulo, além do assassinato do candidato a vice da chapa de Vargas (João Pessoa) e o acidente aéreo que matou o tenente Siqueira Campos, os gaúchos articularam um golpe para derrubar o governo de Washington Luís e empossar Getúlio Dornelles Vargas.
Ao saberem que os gaúchos haviam partido de trem e a cavalo do Rio Grande do Sul em direção ao Rio de Janeiro, alguns jornais paulistas e cariocas publicavam reportagens desafiantes, afrontando que "jamais os gaúchos atarão seus cavalos no Obelisco da Avenida Rio Branco".

Em 03 de Novembro de 1930, após entrarem triunfais no RJ, gaúchos atavam seus cavalos no Obelisco, derrubavam o governo de Washington Luís, encerravam a República do Café com Leite, venciam a Revolução de 1930, mudavam o rumo da história do país e provavam ao Brasil que JAMAIS deve-se desafiar o Rio Grande do Sul.

Honramos o hino que diz: "Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra!"

Viva o Rio Grande do Sul!
Viva a Verdadeira Revolução que o Rio Grande venceu!


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domingo, 30 de agosto de 2015

A CRISE ECONÔMICA INSTITUCIONALIZADA E O "NOVO BRASILEIRO"

O Brasil, o Rio Grande do Sul e Uruguaiana deram passos pra trás em 2015.
A Prefeitura Municipal não tem dinheiro em seus cofres públicos.
O Governo Estadual, completamente quebrado, corta verbas, aumenta impostos e parcela salários de servidores públicos.
O Governo Federal vive a maior crise econômica, política e moral da história do Brasil. Inflação e dólar nas alturas, desemprego e queda de 1,9% do PIB é apenas uma pequena amostra grátis (pois você não tem mais dinheiro, né?) do que está acontecendo.
O Brasil voltou à "Década Perdida" de 1980.
Muitos que estão lendo não viveram, ouros eram pequenos demais para lembrar, mas quem viveu aqueles terríveis anos do Brasil, recorda muito bem o que era sobreviver com o salário que não chegava ao fim do mês, o terror das remarcadoras de preços, as filas no supermercado nos dias de "rancho", a inflação estratosférica, o desemprego, o déficit público anual e a corda no pescoço da família brasileira.
Mesmo assim, nos anos 80 o Velho Brasileiro ainda conseguia sobreviver a crise porque não tinha muitas coisas. Raras eram as famílias com carro do ano na garagem, casa financiada, ar condicionado em quase todas as peças casa, diversos eletrodomésticos consumindo energia elétrica, etc.
Não havia internet pra pagar, tampouco aparelho celular e tanta conta de telefonia.
Os filhos não pediam I-phones, I-pads e tablets, pois não havia.
As crianças não tinham roupas da moda, de marcas famosas; ostentação era quando o menino ganhava um kichute novo.
Na década de 1980 não havia luxo; e talvez tenha sido por esse fator que o Velho Brasileiro sobreviveu.
Em 2015, o Novo Brasileiro está vivendo como se estivesse nos anos 80, porém, dessa vez, com todo luxo e ostentação que agora custa muito caro.

Pobre Novo brasileiro.

Agora mais do que sobreviver a crise, o Novo Brasileiro precisa aprender a viver normalmente.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PERDI A CHAVE DO CARRO

   Justo hoje, no final da tarde deste que está sendo dos dias mais corridos da semana, sendo que tive aula todo o dia e ainda tinha alguns períodos agora a noite, e há pouco menos de 24h do lançamento do novo Jornal do qual faço parte da equipe de redação e atrasado no envio das reportagens que precisam estar na edição de amanhã, perdi a chave do meu carro para aumentar por completo o meu desespero.
   Sem tempo para procurar ou chamar um chaveiro, liguei para que um táxi me levasse ao programa de rádio num dos extremos da cidade e ainda consegui carona para que me deixassem no curso, do outro lado da cidade.
   Depois da aula, sem dinheiro na carteira (problemas da vida de professor), minha única alternativa foi voltar caminhando pra casa.
   Percebi, com aquela situação, que em meio a toda essa tragicômica situação era possível tirar algum proveito: um para tempo colocar os pensamentos em dias e refletir, além de caminhar a aproveitar o trajeto. Ainda desliguei o celular, a fim de me desconectar completamente das redes sociais virtuais, enquanto percorria por ruas e calçadas a verdadeira rede social real de Uruguaiana.
   Pelo caminho vi tanta gente que há muito não via pessoalmente. Cumprimentei, acenei e apertei a mão de pessoas que ultimamente só tenho visto através de fotos de Facebook e conversado por Whatsapp.

   Encontrei com um amigo e trocamos um dedo de prosa banal.

  Parei na frente da casa de outro amigo e tomei dois mates com ele enquanto ele se queixava da inflação e da economia nacional.
   Atravessei a rua quando fui chamado por um grupo de conhecidos que discutiam política na esquina da praça e dediquei alguns minutos àquele debate informal.
  Cruzei por amigos que estavam indo jogar futebol, no único dia que suas esposas e namoradas os liberam e eles me perguntaram quando me farei presente às "peladas" novamente. Infelizmente minha agenda de compromissos não coincide com o ciúme das cônjuges deles.
   Ainda passei os olhos numa boa camisa na vitrine de uma loja e prometi pra mim mesmo compra-la assim que tiver dinheiro sobrando. Mais adiante, ao consultar o saldo da conta no banco, percebi que não vai ser tão cedo assim que comprarei aquela camisa.
   Quase chegando em casa, vi gente apressada acelerando com seus carros e cheguei por um momento a sentir pena destas pessoas. Presas a seus relógios, nenhuma delas talvez tenha percebido a bela noite que caía diante dos nossos olhos. Nem eu teria visto também se não fosse aquela chave.

  Foi quando dobrei a esquina de casa que voltei a normalidade da vida. O carro estacionado na frente, os compromissos à minha espera naquela luz acesa do meu escritório e, por um instante, quase que apertei o passo para chegar logo ao destino das minhas responsabilidades; mas não o fiz. Continuei com passos calmos os últimos metros daquele prazeroso passeio forçado pelos vieses que meu tumultuado dia me impôs e dei por concluído mais um dia de trabalho. Depois de fazer um mate e sentar para escrever, em meio a pilhas de documentos e papéis, ela estava ali: a chave do carro.
   Escondida sob os compromissos, eu acredito que aquela bendita chave se encobriu de propósito, abrindo a possibilidade de me permitir viver um dia que eu não jamais teria aproveitado se estivesse com ela.
   Pela primeira vez uma chave que não foi usada abriu, por alguns instantes, uma porta.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

A CULPA É DO PERO VAZ (COMO NASCEM OS LADRÕES NO BRASIL)

Quando a frota de Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, em 1500, para verificar as posses lusitanas na América, o escrivão oficial da Coroa Portuguesa, Pero Vaz de Caminha escreveu ao Rei Dom Manuel uma carta onde destacava que: “... nessa terra, aqui, em se plantando, tudo dá!”
O problema é que nessa mesma viagem dois ladrões que acompanhavam a frota de Cabral e Caminha ao chegar ao Brasil pegaram febre, morreram e foram enterrados aqui.
E justo aqui nessa terra, onde “em se plantando, tudo dá”, nunca mais, desde então, parou de nascer ladrão no Brasil.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A CORDIALIDADE VIRTUAL E A MORTE DO MUNDO REAL

Sou do tempo em que se atravessava a rua para cumprimentar um amigo.
Apertar a mão de uma pessoa, acenar para alguém que passa à distância ou apenas responder com um sorriso sincero eram gestos comuns de cordialidade duma época onde se praticava a amizade real.
Hoje em dia as pessoas conversam por horas através de textos, cliques e emoctions; e silenciam quando se encontram. Participam de grupos de amigos no Facebook e Whatsaap; mas não são – de fato – amigos, pois na rua fingem não se conhecer.

O mundo se inverteu na lógica das relações humanas que atualmente as redes sociais aproximam quem está longe, mas afastam quem está perto.
A cordialidade parece ter ficado restrita ao mundo virtual. As pessoas baixaram demais a cabeça olhando apenas a tela fria de seus recursos digitais.
O mundo tangível ficou vazio. E se as pessoas erguessem a cabeça para olhar o mundo 45° graus acima novamente, veriam recursos reais da vida que estão dia-a-dia sendo descartados.

Essa semana eu vi dois amigos conversando através de seus celulares; cada um de um lado da rua, pois não se viram ou talvez não quiseram se saudar.
E eu ainda sou do tempo em que se atravessava a rua para cumprimentar um amigo.

AMIGOS, CUMPRIMENTEM-SE.

terça-feira, 14 de julho de 2015

QUANDO NEM MAIS A HISTÓRIA SERVE DE EXEMPLO

Na década de 70 jovens saíram às ruas para enfrentar o Regime Militar.

Na década de 80 jovens saíram às ruas para pedir a volta da democracia, nas Diretas Já. 

Na década de 90 jovens saíram às ruas, com caras pintadas, para derrubar um presidente.

Hoje os jovens postam suas "raivinhas" em redes sociais achando que estão praticando um grande ato de cidadania.

Desculpe informá-los, mas ‪#‎ARevoluçãoNãoSeráOrkutizada‬



* * *

domingo, 5 de julho de 2015

O FACEBOOK NÃO MERECE CHATOS


Não é à toa que Mark Zuckerberg já disse várias vezes estar triste com o comportamento dos brasileiros no Facebook, rede social criada por ele em 2004. Nas palavras de Mark: “Se por um lado, os brasileiros fazem o Facebook crescer, por outro estragam tudo!”.
O que era pra ser uma rede social onde amigos trocam mensagens, compartilham fotos, curtem postagens e – até – se cutucam, agora o face virou um campo de batalha virtual onde a bandeira que cada um diz representar e o posicionamento ideológico pessoal deve prevalecer sobre os outros.
O Facebook se tornou a última fronteira quente da guerra fria. Esquerdizantes e neoliberais, que se xingam desde os tempos da Cortina de Ferro, agora se atacam em postagens, comentários, respostas e contra-respostas. Em 2014 pró-Dilma e pró-Aécio quase se dilaceraram verbalmente durante a campanha eleitoral. Mais recentemente, a discussão sobre a redução da maioridade penal saturou o feed de notícias das nossas timelines.
Chego a ficar admirado com a quantidade de "Cientistas Políticos Ctrl-C, Ctrl-V" que tenho como amigos de rede social.
Insuportavelmente, o Facebook criou nas pessoas a doença do POLITICAMENTE CORRETO, da qual eu diagnostico como: hipocrisia crônica. Pois a grande maioria do que estes moralistas cibernéticos pregam, se limita apenas ao mundo virtual deles. Lá fora, muitos destes arautos da ética não praticam toda essa retidão exemplar que publicam.
E “ai” de quem queira postar o que realmente pensa. No Brasil ter opinião própria se tornou crime. E no Facebook o arbítrio está censurado.
Porém, o que mais tem se visto ultimamente no Facebook é a proliferação da DITADURA DO OFENDIDO. Nada mais pode ser dito, sem que alguém se ofenda profundamente, vitime-se, dê início ao bate-boca on-line e declare guerra. As forças aliadas, de um lado e de outro, vão tomar partido e outro confronto de "mimimis" terá início.
Das trincheiras de cada computador, notebook e celular essas pessoas se atacam. E na “terra de ninguém” fica a minha – e a sua – timeline sendo diariamente massacrada por esse enfastiante mau comportamento de seus usuários.
Amizades de anos estão acabando em um clique.
Em atos de extremo ódio, raivosos chegam a se bloquear.
Prevejo o dia (e não está muito longe disso acontecer) em que pessoas irão brigar a socos na rua pelo fato de uma curtida mal dada no Facebook.
Uma cutucada poderá custar a vida!
O Facebook ficou chato! Mas ficou chato porque são essas pessoas chatas, e que não sabem conviver em sociedade, que estragaram a proposta de ser viver em uma rede social e - principalmente - não respeitam o direito do outro de pensar, agir ou ser diferente.
Pobre Voltaire! Se vivesse nos tempos de hoje e publicasse na sua linha do tempo "Posso não concordar com uma única palavra que dizeis, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la", receberia uma onda de críticas a ponto de ter de apagar sua postagem, por causa dos chatos que o contrariariam ou se ofenderiam com o iluminista.
Hoje, Zuckerberg ao olhar para o comportamento que essas pessoas chatas adotaram, deve estar se lamentando por ter criado o que já se tornou uma REDE ANTI-SOCIAL.