Total de visualizações de página

terça-feira, 14 de julho de 2015

QUANDO NEM MAIS A HISTÓRIA SERVE DE EXEMPLO

Na década de 70 jovens saíram às ruas para enfrentar o Regime Militar.

Na década de 80 jovens saíram às ruas para pedir a volta da democracia, nas Diretas Já. 

Na década de 90 jovens saíram às ruas, com caras pintadas, para derrubar um presidente.

Hoje os jovens postam suas "raivinhas" em redes sociais achando que estão praticando um grande ato de cidadania.

Desculpe informá-los, mas ‪#‎ARevoluçãoNãoSeráOrkutizada‬



* * *

domingo, 5 de julho de 2015

O FACEBOOK NÃO MERECE CHATOS


Não é à toa que Mark Zuckerberg já disse várias vezes estar triste com o comportamento dos brasileiros no Facebook, rede social criada por ele em 2004. Nas palavras de Mark: “Se por um lado, os brasileiros fazem o Facebook crescer, por outro estragam tudo!”.
O que era pra ser uma rede social onde amigos trocam mensagens, compartilham fotos, curtem postagens e – até – se cutucam, agora o face virou um campo de batalha virtual onde a bandeira que cada um diz representar e o posicionamento ideológico pessoal deve prevalecer sobre os outros.
O Facebook se tornou a última fronteira quente da guerra fria. Esquerdizantes e neoliberais, que se xingam desde os tempos da Cortina de Ferro, agora se atacam em postagens, comentários, respostas e contra-respostas. Em 2014 pró-Dilma e pró-Aécio quase se dilaceraram verbalmente durante a campanha eleitoral. Mais recentemente, a discussão sobre a redução da maioridade penal saturou o feed de notícias das nossas timelines.
Chego a ficar admirado com a quantidade de "Cientistas Políticos Ctrl-C, Ctrl-V" que tenho como amigos de rede social.
Insuportavelmente, o Facebook criou nas pessoas a doença do POLITICAMENTE CORRETO, da qual eu diagnostico como: hipocrisia crônica. Pois a grande maioria do que estes moralistas cibernéticos pregam, se limita apenas ao mundo virtual deles. Lá fora, muitos destes arautos da ética não praticam toda essa retidão exemplar que publicam.
E “ai” de quem queira postar o que realmente pensa. No Brasil ter opinião própria se tornou crime. E no Facebook o arbítrio está censurado.
Porém, o que mais tem se visto ultimamente no Facebook é a proliferação da DITADURA DO OFENDIDO. Nada mais pode ser dito, sem que alguém se ofenda profundamente, vitime-se, dê início ao bate-boca on-line e declare guerra. As forças aliadas, de um lado e de outro, vão tomar partido e outro confronto de "mimimis" terá início.
Das trincheiras de cada computador, notebook e celular essas pessoas se atacam. E na “terra de ninguém” fica a minha – e a sua – timeline sendo diariamente massacrada por esse enfastiante mau comportamento de seus usuários.
Amizades de anos estão acabando em um clique.
Em atos de extremo ódio, raivosos chegam a se bloquear.
Prevejo o dia (e não está muito longe disso acontecer) em que pessoas irão brigar a socos na rua pelo fato de uma curtida mal dada no Facebook.
Uma cutucada poderá custar a vida!
O Facebook ficou chato! Mas ficou chato porque são essas pessoas chatas, e que não sabem conviver em sociedade, que estragaram a proposta de ser viver em uma rede social e - principalmente - não respeitam o direito do outro de pensar, agir ou ser diferente.
Pobre Voltaire! Se vivesse nos tempos de hoje e publicasse na sua linha do tempo "Posso não concordar com uma única palavra que dizeis, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la", receberia uma onda de críticas a ponto de ter de apagar sua postagem, por causa dos chatos que o contrariariam ou se ofenderiam com o iluminista.
Hoje, Zuckerberg ao olhar para o comportamento que essas pessoas chatas adotaram, deve estar se lamentando por ter criado o que já se tornou uma REDE ANTI-SOCIAL.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

A SEMANA (21 a 27/06) – O QUE FOI NOTÍCIA, XISME OU PURA INVENÇÃO

Decidi publicar toda sexta-feira os fatos (sejam eles verdadeiros, aumentados ou imaginados) que foram notícia e tiveram repercussão em jornais e redes sociais durante a semana. Preparado que já me sinto para a onda de críticas de alguns ignóbeis “politicamente corretos” de plantão, não deixarei de expressar – em alguns casos – minha opinião sobre o assunto.

DOMINGO (pois a semana começa no domingo):
* A seleção brasileira de futebol, sem Neymar, venceu a Venezuela, provando mais uma vez que futebol é coletividade. Mesmo com um elenco muito inferior em relação a outros tempos, o Brasil apresentou um futebol rápido e com boa troca de passes. Vitória por 2x1 e a cada gol da seleção brasileira a TV dava closes em Neymar, que assistia da plateia. O futebol da Venezuela, novamente, caiu de “Maduro”
* Agora sim que os senadores brasileiros não serão bem recebidos por lá.

SEGUNDA-FEIRA:
* O inverno chegou no hemisfério sul, mostrando que certamente será muito frio conforme as postagens que tomaram conta das redes sociais. Mais da metade dos facebookianos se tornaram meteorologistas. Até os jornais locais – por falta de matérias – fizeram reportagens ao vivo dizendo: “Faz frio em Uruguaiana”. Obrigado amigos de facebook e telejornais locais; graças a vocês descobri que está frio porque é inverno.
* Neymar abandona a delegação brasileira e diz: "Pra mim acabou!" Um viva para o Brasil e sua "Neymardependência"

TERÇA-FEIRA:
* Sob clima tenso, a Assembleia Estadual do RS aprovou o Plano Estadual de Educação sem mencionar a proposta ao ensino sobre identidade de gênero nas escolas públicas do RS. A base governista removeu o termo, causando forte alvoroço entre partidários do PT e PSOL.
Em tempo: as escolas públicas, na sua maioria, não sabem ensinar matemática, português, ciências e disciplinas básicas; que dirá educação de gênero!? Depois de ler isso, alguns “amigxs” irão me excluir do facebook.
* A cereja do bolo da semana não podia vir de ninguém mais, ninguém menos, que ela: Dilma.
Durante a cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, a presidente Rousseff enalteceu a mandioca e, num rompante de antropologia, arqueologia e evolucionismo, ao mostrar uma bola que lhe foi presenteada, criou uma nova espécie para a raça humana: “Aqui tem uma bola que eu passei o tempo inteiro testando. É uma bola que é uma bola que o Terena me presenteou e que eu vou levar - e ela vai durar o tempo que for necessário (...)é uma bola que eu acho que é um exemplo, ela é extremamente leve. Eu já testei e ela quica. Eu testei, eu fiz assim uma embaixadinha, minto, uma meia embaixadinha (...) para mim essa bola é um símbolo da nossa evolução. Quando nós criamos uma bola dessas, nós nos transformamos em Homo sapiens ou ‘mulheres sapiens’.” ROUSSEFF, Dilma.
* Após o discurso o mundo se curvou ao Brasil; pois por sermos inclusivos, somos o único país a ter uma portadora de necessidades especiais como presidente da república. #DilmaDaDislexia

QUARTA-FEIRA:
* Num dos dias mais trágicos dos últimos anos, pela quantidade de fatos no mesmo dia, o cantor Cristiano Araújo, de 29 anos, morreu em acidente de carro em Goiás; em Uruguaiana faleceu Sérgio Gomes “O Xucro”, aos 66 anos; no final do dia Nico Fagundes, grande tradicionalista, faleceu aos 80 anos.
Proliferaram-se nas redes sociais postagens em homenagem a “dupla Cristiano & Araújo”, “Cristiano Ronaldo” e até “Araújo Lanches”.
* Num dia triste para a música, mórbido e curiosamente, há 80 anos, num mesmo 24/06 falecia Carlos Gardel em um acidente aéreo na Colômbia.
* Devido às fatalidades, pouca gente lembrou que na data que se passou Lionel Messi comemorou 28 anos; enquanto no mesmo dia Cavani, centroavante da seleção uruguaia, realizou o primeiro exame de próstata em pleno campo de futebol durante a partida entre Chile e Uruguai válida pela Copa América.

QUINTA-FEIRA:
* Seguindo a máxima que “notícia boa é notícia ruim”, os assuntos do dia continuaram sendo as mortes. Homenagens a Nico Fagundes e o vazamento de fotos e vídeos do acidente e da autópsia de Cristiano Araújo. Pelas redes sociais, enquanto uns non sense compartilhavam imagens e vídeos, outros – pseudo-eruditos – publicavam: “será que só eu nunca ouvi falar de Cristiano Araújo?”

SEXTA-FEIRA:
* Terrorismo volta a ser notícia no mundo, com atentados em três continentes distintos. Europa (França), Ásia (Kuwait) e África (Tunísia) foram sacudidos por atentados terroristas que já deixaram, ao todo, mais de 50 mortos.
* Uruguaiana, sempre largando na frente e pioneira em tudo, teve um atentado dias antes (no fatídico 24/06), quando o carro de um empresário local foi atacado com um coquetel molotov, em plena luz do dia. O empresário passa bem; o carro não.
* Por falta de mais notícias, comunico que esta semana o Parque de Diversões vai embora de Uruguaiana. Portanto encerro esta primeira publicação aqui pois vou ao Parque com meu filho aproveitar os últimos dias em que os ingressos estão mais baratos. Meu filho já havia me pedido para ir há dias, só não fomos antes porque a Dilmãe anda castigando meu bolso.



A PROPÓSITO: dados divulgados essa semana destacam que o Brasil terá a maior inflação e o maior encolhimento do PIB dos últimos 25 anos. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

O PERCURSO DAS LEMBRANÇAS

Hoje, depois de sair do trabalho, fui buscar meu filho da casa de uns parentes e no caminho de volta, ao parar numa esquina, relembrei que ali, há muito tempo atrás eu havia conhecido uma pessoa que marcou a minha adolescência. Quantas centenas de vezes eu já havia cruzado por ali e estranhamente só agora recordara? É que lembranças não vão embora; permanecem muitas vezes em silêncio, no passado, para não nos importar no presente.
Na ironia do trajeto, novamente me deparei com recordações, ao passar por aquela praça pouco frequentada, mas que um dia foi meu local de encontro com alguém que sempre me esperava lendo um livro aguardando para tomar mate comigo.
Dali então resolvi refazer o percurso de algumas lembranças:
Recordei, ao passar, daquela árvore de copa baixa onde beijei alguém pela primeira vez.
Percorri pela quadra daquela casa (que por sinal, nem existe mais) onde pela primeira vez enfrentei a missão de conhecer os pais de uma namorada.
Vi a vitrine da loja onde um dia combinei – mesmo que contrariado – com uma pessoa que não compraríamos nada ali. Afinal, quem é que entende manias de mulher?
Encontrei o banco do parque onde pela primeira vez pedi perdão por um erro que cometi.
Cruzei pelo senhor que até hoje vende pipoca e relembrei daquela pessoa que gostava tanto de cinema quanto eu e discutia comigo na frente do cinema sobre pipoca e filme. Ela gostava de pipoca doce, eu de salgada. Ela preferia dramas, eu aventuras.
Me impressionei ao ver que ainda existe aquele jardim bem cuidado onde eu sempre roubava uma flor pra levar pra filha do próprio dono do jardim.
Ri sozinho ao passar pela escola onde uma vez me pediram: “- Fica comigo pra sempre?” E eu respondi: “- Pra sempre não, mas por uns 70 anos, sim!”


Senti que já havia escordado demais para uma noite só esta coleção de memórias.
Estava na hora de voltar para casa.


Alheio a tudo, meu filho, que havia me acompanhado o tempo todo em silêncio, de repente me pediu:
“- Pai, o senhor pode passar na casa daquela minha ex-colega só pra eu ver?”
“- Por que, meu filho?” Perguntei.
“- É que já faz uns dois anos que não vejo ela.”



Neste momento percebi que alguém também começou a criar o percurso de suas próprias lembranças.
-

segunda-feira, 1 de junho de 2015

CADA CABELO BRANCO

Cada cabelo branco tem na sua raiz a memória de um passado.
Cada cabelo branco acinzenta, sem apagar, momentos.
Cada cabelo branco nasce por uma gargalhada inesquecível ou uma lágrima teimosa.
Cada cabelo branco guarda saudades.
Cada cabelo branco é um erro.
Cada cabelo branco é uma conquista.
Cada cabelo branco é um amor.
Cada cabelo branco é um pedaço de vida, que a vida registra em nós.

terça-feira, 12 de maio de 2015

AS BORBOLETAS E O AMOR

Tenho a impressão que o amor, pelo menos pra mim, sempre foi como as borboletas nas diferentes estações do ano.

Distraído e desinteressado, quase nunca prestei atenção nelas, não cultivei flores para atraí-las e, confesso, até fugi destas borboletas em alguns verões.

Nos outonos senti as suas ausências.
Em invernos, arrependido, procurei-as sem encontrá-las.
Hoje, ainda na primavera da vida, deixo que o acaso dos ventos as tragam ao meu encontro.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O COMPASSO DOS NOSSOS RELÓGIOS

Não são os fusos horários distintos que podem causar o fim de uma relação, são os milésimos de segundo de descompasso entre dois relógios que acabam por afastar uma pessoa da outra. Pois muitas vezes o relógio de pulso e o de parede não tique-tacam na mesma prossecução.

O amor é como um relógio de pulso belíssimo que vemos na vitrine de uma joalheria.
Entre tantos outros relógios a escolher no mostruário, o amor é aquele pelo qual nos desperta a atenção, nos fascina como joia rara e, encantados, o adquirimos para, inevitavelmente, entrar em nossa vida. Colado à pele, controlando e administrando nossa rotina, seduzindo-nos a cada segundo, os ponteiros desse relógio batem ditando um ritmo.

A vida, entretanto, é como aquele nosso velho relógio de parede, no corredor de casa.
Não recordamos desde quando ele está ali; até porque não o compramos; ele já estava ali quando chegamos. Poucas vezes fixamos o olhar em seu compasso das horas. Simples, sereno e despretensioso, suas batidas repousam ritmo no dia-a-dia.

Porém, nosso relógio de pulso e o relógio de parede as vezes desalinham segundos entre um e outro. Não percebemos que cada um tem um mecanismo diferente. E acabamos não sabendo mais que horas são.

O relógio de pulso é movido à pilha.
O relógio da parede é movido à corda.
O amor bate de um jeito
A vida tique taca de outro.

Essa semana meu relógio de pulso parou. Preciso trocar a pilha e tentar regula-lo novamente ao velho relógio de parede que também precisa de corda, na esperança que possam, quem sabe, bater na mesma cadência.