http://tribunadeuruguaiana.blogspot.com/2011/12/prefeito-decide-construir-novo-hospital.html#comment-form (Fonte: Blog do Jornal Tribuna)
Esse é o planejamento do final melancólico daquilo que os livros de História poderiam (repito: poderiam) chamar de ERA FELICE. Mas esta história não serve nem pra rodapé de livro.
Depois de fazer um populismo escrachado; depois de gastar mais que o próprio orçamento, construindo praças e demais obras supérfluas (enquanto setores padecem); depois de agir ditatorialmente para com seus opositores, Felice resolve construir de TUDO, sem pensar nas consequências futuras; até porque FUTURO é algo que não lhe pertence (por estar inelegível e não ter nenhum "coringa" para dar sequência à dinastia").
As obras "faraônicas" e suas dívidas cairão no colo dos próximos governos que, limitados orçamentariamente, não poderão fazer nada por Uruguaiana. Assim, a população saudosamente (e iludida eternamente) lembrará daquele que fez Uruguaiana vencer. E talvez em 4 anos buscarão trazê-lo de volta "nos braços do povo".
Tudo heroico.
Tudo à semelhança daquele que foi o mais ambíguo dos governantes do Brasil: GETULIO VARGAS. Que foi populista ao extremo, deu “presentes” ao povo; que usou dos meios de comunicação pra se promover; que implantou uma ditadura dentro de seu próprio governo para achatar a oposição. E que no fim, melancolicamente semelhante tentou se manter através do Queremismo.
Só que na volta daquele gaúcho de São Borja, a corrupção foi à público. A oposição foi forte e eficaz. E uma bala lhe passou o peito.
Mas para ser lembrado ETERNAME
NTE – devido ao “megalo-EGO” – eu arrisco dizer que daqui alguns anos poderemos ouvir um estouro de revolver, contra o próprio peito, retumbando entre os transeuntes da Praça Barão do Rio Branco, à semelhança daquele agosto fatídico.
Mas a refilmagem NUNCA sai melhor que a versão original.










