Mas ergue-se a necessidade de bradarmos com toda a força dos pulmões a valorização de nossa terra. A Uruguaiana que queremos precisa ser defendida, bem quista e valorizada por nós mesmos, munícipes. E parece que nós uruguaianenses estamos esmorecendo.
Como educador tenho visto e evasão de intelectuais que por necessidade saem de Uruguaiana para buscar campo de estudo e de trabalho longe daqui. Perdemos recentemente uma importante instituição de ensino e consigo a oportunidade de muitos jovens alcançarem a graduação superior. Muitos dos jovens, após concluir uma faculdade, já não retornam por falta de campo de atuação. Assim, de uma só vez, perdemos no que diz respeito à educação, perdemos pessoas queridas por nós e profissionais de qualidade que poderiam atuar aqui mesmo. Hoje, a Unipampa (Federal) e as Instituições em EAD começaram a equilibrar essa perda, mantendo aqui nossos jovens e capacitando-os para o mercado de trabalho.
Mas e trabalho?
A grande queixa em qualquer roda de assuntos; o problema sócio-econômico que atinge - senão todas - a maior parcela das famílias uruguaianenses: o desemprego.
Não temos empregos; e além do mais, poucos empregadores, abalados pela crise do comércio local. A saída para muitos é se aventurar por cidades da serra gaúcha ou nas regiões industriais de Santa Catarina e novamente a emigração é maior. Enquanto aqui temos o imenso Porto Seco, o fluxo alucinante de caminhões e cargas por onde escoa grande parte da renda do Mercosul. Mas a renda (que poderia e deveria ficar para o município) não fica. “Renda”...
O comércio formal e informal padece agonizante porque e economia do município deu uma pirueta e hoje vemos a outra margem do rio lucrar devido a variação cambial que favorece atualmente os “hermanos” causando a ruína de muitos comerciantes e generalizando o desemprego de uma cidade que acabou ficando parada no tempo limitada apenas à algumas atividades econômicas.
Uruguaiana clama por mudanças.
A cidade do passado; do “já foi”; a cidade que já teve várias pequenas indústrias, agropecuária forte e comércio rico que serviu como ponto de referência à outras cidades. Hoje apenas na lembrança daqueles que aqui ficaram e apenas assistiram passivamente o declínio do município
A cidade do futuro; de slogans políticos que prometem que venceremos, “vencerá!” Mas que nada fazem para alterar o momento, o hoje, o agora.
Porém a cidade que queremos, a nossa Uruguaiana, precisa ser feita agora.
Chegou o momento de sermos provincianos sim. De mantermos aqui aqueles que são nossos. Darmos as mãos e erguermos juntos a nossa terra, o nosso povo, a nossa Uruguaiana.
Depende de nós e cabe somente a nós sermos uruguaianenses e propagarmos essa ideia.
Sejamos Uruguaianenses; e se não somos, então a hora é agora: URUGUAIANE-SE.









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