Total de visualizações de página

sábado, 16 de agosto de 2008

Coisas Desimportantes (Parte - I)

Cada vez mais eu vejo BLOGs com temas sem o menor compromisso de expor alguma verdade, de criar alguma consciência ou de, pelo menos, alertar para algo.

As futilidades andam soltas nas postagens que se tornam de uma obrigatoriedade diária, ou senão, os leitores abandonam o BLOG e nunca mais voltam a acessá-lo.

Pois bem, hoje vou abrir parênteses, entre um assunto e outro para estas COISAS DESIMPORTANTES.


Vejam o problema que pode se originar a partir de um réles engano:

O namorado está em Nova Iorque e resolve mandar uma lembrança para a namorada.Entra em uma loja e escolhe um finíssimo par de luvas. Pede para a balconista embrulhar enquanto vai ao caixa. Descuidadamente, a balconista entrega-lhe outro embrulho, com uma calcinha de nylon.Sem saber do engano, o namorado envia o presente com um bilhete:— Querida: para mostrar que, mesmo estando longe, não me esqueço de você, envio-lhe esta surpresa; mesmo sabendo que você não usa, pois sempre que saímos juntos, nunca vi.Gostaria de estar aí para ajudá-la a vestir. Fiquei em dúvida quanto à cor, mas a balconista disse que esta não descora nem mancha. Ela experimentou para eu ver e ficou muito bem, apenas um pouco larga na frente,mas ela disse que é para os dedos mexerem mais à vontade e a mão entrar mais facilmente. Depois de usá-la, vire pelo avesso e ponha talco para evitar o mau cheiro. Espero que fique satisfeita tanto quanto eu, pois ela vai cobrir aquilo que em breve lhe pedirei.

- - -

Meu amigo Marcelo Menezes tem me mandado vários vídeos, uns que eu achei pertinente postá-los aqui, para que o leitor possa asistí-lo também.

Além de rir com a comédia que é a política no Brasil, é de se chorar com o que veremos nas eleiçoes que estão por vir aqui na nossa Uruguaiana:




- - -

Sobres as torcidas aqui do sul do Brasil:





Abraços (e dá-lhe Tricolor)

domingo, 10 de agosto de 2008

Ser pai (em 4 filmes)

“- São datas comerciais meu filho. Apenas para fazer o comércio não parar; dia dos pais são todos os 365 dias do ano e presente basta o olhar carinhoso de filho!” (Tony Duarte)
É verdade pai. Estas datas apenas servem como uma referência simbólica onde presenteamos (por obrigação do comércio) aqueles que deveriam ser presenteados, por nós filhos, todos os dias.
Nos últimos anos eu presenteei e fui presenteado; sou pai e sigo á sombra do meu que ainda é uma referência forte pra mim e que, involuntariamente, também serve de referência para o meu filho.
Hoje entendo algumas coisas que eram confusas pra mim até pouco tempo atrás; coisas que eu percebia nas atitudes do meu papai e buscava entender, coisas que eu assistia nos filmes e queria interpretar; hoje eu sei...

Quatro filmes sobre a relação pai e filho são profundamente emocionantes para mim e ao mesmo tempo em que me remetem à um passado já quase distante, me trazem à uma realidade de um presente que vivo; filmes simples em sua essência, emocionantes em seus enredos e comoventes quanto ao tema paternidade.


O REI DA CALIFÓRNIA – 2007 (com Michael Douglas): conta a história de uma jovem menina que volta a viver com seu pai depois de uma temporada em que ele esteve internado num sanatório devido à sua obsessão por um tesouro espanhol escondido em baixo de um supermercado. Ao passo em que a jovem crescia e amadurecia, tendo que lidar com os problemas da puberdade e familiares (em decorrência dos devaneios de seu pai), estas mesmas loucuras de “caça ao tesouro” os unia aumentando ainda mais a relação pai e filho. Com um desfecho belo e simples, o filme deixa uma mensagem profunda dentro da comicidade e leve dramaticidade que nos remete.


PEIXE GRANDE – 2003 (com Ewan McGregor): é um filme do “surrealista” (pode-se dizer assim) Tim Burton. Sim o mesmo dos primeiros Batmans. Carregado de efeitos especiais e um tanto loucos, o filme conta sobre um filho, agora adulto, que cresceu ouvindo as fantásticas histórias de seu pai. Tais histórias que em sua infância povoaram seu imaginário agora parecem ser um tanto exageradas e fantasiosas e que hoje, ele adulto, reluta em acreditar, obrigando-o a separar o que foi mito e o que foi realidade. Mas dentro daquela fantasia das incríveis histórias do pai que o filho percebe coisas importantes sobre seu pai e sobre si mesmo.


A VIDA É BELA – 2001 (Roberto Benigni): uma comédia dramática (vencedor de 3 Oscars) ambientada durante a II Guerra Mundial e os campos de concentração nazistas. Um pai (Benigni, ator e diretor) que para esconder de seu filho os horrores da guerra usa a sua imaginação para fazer parecer que o campo de concentração é uma grande busca à um prêmio fantástico. Uma verdadeira obra-prima do cinema mundial.



A PROCURA DA FELICIDADE – 2006 (com Will Smith): o mais dramático dos quatro filmes; conta a verdadeira história de Chris Gardner, um pai desempregado, abandonado pela esposa, com sérios problemas financeiros, ainda tendo que lidar com a educação do filho de cinco anos, consegue um estágio não-remunerado em uma corretora de ações que ao final de seis meses contratará apenas um de todos os seus estagiários para seu quadro funcional. Ao passo que as crises se agravam, Gardner esconde de seu filho as duras realidades que a vida lhes impõe, ao passo que busca a felicidade ao lado dele como um pai afetuoso. Um filme que nos leva às lágrimas, a melhor atuação de Will Smith no cinema.

Quatro filmes, diferentes enredos, mas uma só mensagem: o amor paterno.
Aquele amor que senti e ainda sinto nos carinhos, nas conversas e nas histórias (algumas fantásticas também) que meu pai até hoje conta repetitivamente, mas sempre com algum detalhe a mais que me prendem mesmo quando eu penso em outras coisas.
O amor que me fez viver uma infância plena e feliz enquanto a realidade caia sobre seus largos ombros e heroicamente e ele enfrentou me protegendo de qualquer coisa que pudesse me tirar a meninice. Amor que esteve presente até nos sonhos criados por ele querendo encontrar alguma riqueza que pudesse melhorar a nossa vida. Mas a maior demonstração de amor de meu pai foi sempre buscar a felicidade pra mim e pra nossa família.
Foram estes atos heróicos que hoje me colocam na obrigação prazerosa de ser o mesmo pai para meu filho; buscar tesouros, fantasiar histórias impressionantes, protegê-lo das maldades mundanas e ao mesmo tempo poder ostentar um sorriso quando tudo parece perdido, fazendo-o acreditar que a felicidade está ali a frente, basta ele segurar a minha mão.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O silêncio na sala de aula

Alegria de muitos professores é conseguir ministrar uma aula em um completo silêncio entre os alunos; para tanto alguns professores são enérgicos, gritões, outros são envolventes em suas didáticas, prendendo o aluno na matéria aplicada, e outros adoram aplicar provas para calar os alunos. Cada um com a sua forma, algum aluno pode comentar depois qual a tática que eu uso para manter os alunos prestando a atenção nas aulas sem deixá-los dispersarem-se em aula. (Cuidado com o vocês forem escrever!)
Mas esta semana em uma aula para o concurso da Polícia Rodoviária Federal (P.R.F.) eu apresentava as características da sociedade brasileira, sua concentração urbana, seus índices de alfabetização, índices de acessos à internet, o nosso atraso tecnológico em relação à outros países, nossa concentração de renda, a renda média familiar (onde 8,5% da população vive com ¼ de salário mínimo[1] mensal, 51,7% das família sobrevivem com apenas um salário mínimo por mês). Fonte: Pnad 2005, IBGE
Enquanto eu seguia relatando estas “verdades gráficas” deste Brasil desigual, fui percebendo, junto com os alunos, alguns problemas históricos e outros governamentais que assolam o Brasil há anos; e que nestas pesquisas (Pnad, IBGE, Censo) mostram em números a realidade de um povo. Por exemplo:
- 25,08% da população brasileira vive abaixo da linha da pobreza[2] (ou seja: em condição de miséria).
Sabem quanto isso significa? Resposta: mais de 47 MILHÕES de brasileiros vivem em condição de miséria humana.
Mas 25,08% fica mais bonito de mostrar e menos assustador.

Na aula o silêncio já havia tomado conta do recinto, apenas eu falava enquanto os estudantes olhavam os gráficos, os números e a situação, que fomos percebendo, onde o Brasil se encontra.
Ao final do que eu havia escrito no quadro, deixei um espaço reservado para as “soluções”, que possam haver para tentar amenizar a nossa própria vida dentro da sociedade brasileira; deixei três linhas, a serem preenchidas, no quadro.
Perguntei para os alunos o que eles acreditavam que poderia ser feito para tal; o silêncio falou naquele momento...
Então os liberei para o intervalo.


Noticia do Jornal de Hoje, ontem: classe media ja é 52% da população !!!
* aaaahhhhh Rede Globo, Rede Bobo !!!
- - -


[1] Em torno de R$ 75,00 reais
[2] É considerado abaixo da linha da pobreza quem pertence a uma família com renda inferior a R$ 115,00 reais mensais, valor considerado para garantir a alimentação de uma família.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"Clichê" ?

Os assuntos mais comuns nos BLOGs que leio envolvem saudades de épocas distantes (juventudes perdidas em datas longínquas) e saudades recentes de coisas que já não há mais como se remediar ou que não se possa voltar atrás.
Já está se tornando “clichê” demais chorar com palavras fazendo dos blogs o “muro das lamentações”, por isso eu me controlo ao máximo para não exteriorizar, também, meu saudosismo.
Mas hoje eu não pude conter a emoção que se assomou em mim ao passar por um lugar que diariamente cruzo, num ritmo apressado (porém habitual) e que tem em seus muros uma carga imensa de alegrias passadas.

Segunda-Feira é um dia corrido para mim, pois é o dia da semana que mais leciono aulas; começo pela parte da manhã e vou até a noite lá no cursinho (mas ainda sobra um tempo, na parte da tarde, para a velha “sestia castelhana”). Acordo, faço um mate, vou para o curso, volto do curso para almoçar, volto ao curso, retorno para casa e, fora as outras várias vezes, pelos mais diversos motivos, que cruzo por ali, percebi que fui deixando de lado uma parte importantíssima de um passado que já se afasta a passos largos do meu presente, e hoje novamente ao cruzar por ali, no ritmo frenético que o meu relógio impõe para a minha segunda-feira, não foi o muro, nem a tela de proteção, nem as árvores da volta que me chamaram a atenção.
Mesmo eu ocupado com pensamentos que envolviam a aula de hoje (D. João VI, Carlota Joaquina, o ano de 1808, D. Pedro I, a questão Cisplatina, Independência que foi comprada e não gritada, etc.) o que fez eu parar em frente ao local foram as vozes das crianças que ali se encontravam; aquelas vozes e gritos de alegria, que só a infância consegue externar, aqueles sons de alegria. Foi no exato momento em que eu diminuía o passo para me servir mais um mate que aquelas vozes chamaram minha infância e adolescência de volta por alguns instantes e justamente ali, em frente ao local em que eu também vivi uma época dourada assim como aquelas crianças hoje.


Saudades da “Quadra da Marinha” (localizada no terceiro quarteirão da rua Domingos de Almeida – direção rio/centro), ali minhas manhãs, tarde e alguns entardeceres foram plenos de alegrias, junto a amigos e pessoas que hoje já não estão comigo, e que se eu deixasse mais um pouco começariam a cair no esquecimento que nós humanos do século XXI (sempre ocupados com a correria e o individualismo do dia-a-dia) fatalmente cometemos.
Não, não há como eu voltar no tempo para reviver aquilo, também não poderia eu voltar correndo em casa, tirar a roupa, deixar os livros novamente no escritório, vestir um calção e tênis e ir jogar com as crianças, ou tampouco fingir que nada havia escutado, ao passar ali, e seguir em silêncio rumo ao trabalho.
Porém, mesmo preso quanto á questão “tempos que não voltam mais”, eu percebi que para mim ainda há um pequeno remédio que cura estas dores do coração, quando o assunto é saudade da infância: ao voltar pra casa, gastei um pouco de tempo brincando com meu filho e nos sorrisos dele, tive minha dose de infância feliz novamente.
- - -
Aos amigos: Roberto Junior, Richard, Franck Dutra, Rafael Fanti e Fernando Fofoca.
- - -
E o assunto é futebol?
- Grêmio líder;
- Internacional dando uma de Jesus e ressuscitando mortos.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Lojas Colombo - O LADO BOM DA VIDA !

DESCULPEM-ME, por favor, desculpem-me...
Os caminhos da vida me afastaram de um dos meus prazeres, que é escrever; mas agora voltei e prometo (sim, estamos em época de eleição, por isso vou prometer!) não deixar mais meus amigos reclamando que não escrevo mais no blog, e que talvez nem devesse ter criado um blog para deixá-lo abandonado durante quase dois meses.
Mas eu voltei... ahhh se voltei!!!
E como a gente deve sempre procurar “o lado bom da vida” (como diz o slogan das Lojas Colombo) eu encontrei o lado bom em ter ficado algum tempo sem escrever: acabei percebendo que alguns de vocês sentiram a minha falta; nas chamadas por MSN, nas perguntas pessoais na rua e em sala de aula, nos scraps do orkut e, também, nas reivindicações e protestos que um amigo meu, em especial, proferiu contra minha falta de tempo (e inspiração) para escrever no blog.

Mas este é “o lado bom da vida”, reclamar; nós seres humanos estamos em constante conflito com o meio onde vivemos; isso é da nossa natureza humana; não chega a ser um pecado reclamar das coisas, mas é um instinto...

Que droga, comecei a reclamar!!! rsrs
- - -
Coisas que aconteceram neste meio-tempo e que alguns podem não acreditar:
- A Polícia no Brasil mata mais inocentes do que bandidos.
- Em Brasília segue tudo igual.
- Banqueiros e políticos não são presos porque podem "abrir o bico".
- São Paulo, antes chamada de "Terra da Garoa", agora é "terra seca" (com umidade do ar baixa, beirando 15%)
- O Grêmio é líder do Campeonato Brasileiro (podem acreditar sim!).
- O Inter perdeu para o "lanterna" do campeonato, Ipatinga (isso não é TÃO difícil de acreditar).

quinta-feira, 8 de maio de 2008

JURAMENTOS


Quando colamos grau e recebemos o diploma da profissão a qual escolhemos trabalhar, fazemos um juramento, frente ao público e aos mestres que nos ensinaram a ser profissionais.
Mas existem profissionais que fazem o juramento de dedos cruzados, esperando que acabe de uma vez aquele solenidade a fim de começar a ganhar dinheiro com a sua carreira, sem importar-se realmente com a missão que, como profissional, deveria desempenhar na sociedade que agora o acolhe como probo em sua função.
Foi com esta falta de ética profissional que um médico de uma cidade daqui do Rio Grande do Sul (não citarei nomes, perdoem-me!) acabou se negando de prestar atendimento a um paciente, alegando que somente daria assistência médica caso o convalescente pagasse a cifra de R$ 100,00 reais, mesmo sendo um atendimento de rotina, pelo SUS, em um hospital público do município.
O caso caiu nas malhas judiciais, e para infelicidade do médico, ávido por auferir rendas, o paciente contratou um Bacharel em Direito que prontamente entrou com um processo contra o médico em questão.
Por R$ 100,00 reais, agora o médico estava respondendo a um processo de mais de R$ 15.000,00 reais; mas ainda assim, faltava algo dentro processo para provar do enorme crime profissional que acusado incorrera.

Neste momento da história que eu entrei no assunto, sem querer (mas pelo menos me valeu um assunto de BLOG).

Ao conversar comigo, por MSN, o advogado me relatava sobre o processo, contando os fatos e o que ele pretendia com o processo (tirar dinheiro do médico e ganhar com seus honorários). Perguntei-lhe se, em algum momento do júri, o médico havia sido indagado de seu compromisso ético, que deveria ser cumprido por ele e seus colegas através do ”Juramento de Hipócrates”.
Eis que uma pergunta só não me fez cair, porque eu já me encontrava sentado:
“- O que é Hipócrates?”

Depois de explicar sobre o “Pai da Medicina” e o juramento que os médicos fazem ao se graduar, meu conhecido advogado resolveu anexar esta citação em seu processo a fins de expor que o médico faltou com seus princípios profissionais e éticos ao cobrar para prestar socorro.


Veredicto final: a parte acusada foi obrigada a pagar o valor de R$ (...) reais (não sei bem quanto resultou o processo, mas a cifra ultrapassou a bagatela de 15 mil).

Porém, hoje eu comecei a me questionar sobre estes juramentos que prestamos; afinal, os seguimos à risca?

O médico acusado faltou com sua ética profissional e também com o sentimento de fraternidade ao recusar prestar auxílio ao próximo; o advogado talvez não tenha faltado com nenhum princípio de seu juramento (mas todo este empenho em defender a sua parte tinha um interesse maior, ah se tinha!), porém esqueceu que não existem apenas as leis ao se trabalhar em prol da justiça, deve-se ter conhecimentos paralelos advindos de muito estudo (a chamada bagagem cultural) e isso é de fundamental importância para ser um bom profissional.
E talvez à mim também tenha faltado algum princípio profissional; afinal, ensinei algo naquela conversa pelo MSN, mas não agreguei absolutamente nada de conhecimento ao aluno, pois Hipócrates foi citado no processo que lhe deu mais uma vitória no tribunal, mas afinal:
“O que é HIPÓCRATES?” *



Em tempo: Um agradecimento especial ao amigo Paschoal Bonetti (que me auxiliou em alguns termos jurídicos sem me cobrar honorários).

* Sobre Hipócrates: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3crates

- - -


Para os alunos, deixo um link interessante:

Estão abertas as inscriçoes para o ENEM



Abraço!

domingo, 4 de maio de 2008

Olimpíadas na China - Um mero acaso?


O esporte é um evento que une povos, que apazigua guerras, que irmana aqueles que vivem em opostos, sempre norteado pelo princípio: “O Importante é Competir”.
Os gregos difundiram este lema, quando resolveram praticar esportes ao invés de fazer guerras (certamente os atenienses tiveram esta idéia, porque os espartanos, ah! estes sim, eram viciados numa lutinha) na forma de unir as Cidades-Estado pacificamente, premiando aos vencedores com coroas de louro.
Mas o mundo é, e sempre foi, movido pelas disputas e assim a Grécia, depois de ser assimilada pelos povos Macedônios (que não fizeram questão de difundir o esporte entre seus princípios de sociedade, dentro do chamado Helenismo), foi ainda incorporada pelo grande e poderoso Império Romano (que fez da Guerra de conquista seu principal e brutal esporte) e viu morrer o ideal esportivo de competição, quando o Imperador Romano Teodésio decretou a proibição dos jogos no ano de 393 d.C.
Centenas de anos depois, imbuído dos valores esportivos dos antigos gregos, Charles Louis de Feddy (também conhecido como Barão de Cobertin) resolveu trazer de volta as competições da Antiguidade Clássica para o mundo moderno; renasciam os Jogos Olímpicos.
"A idéia do renascimento dos Jogos Olímpicos não foi uma fantasia passageira: foi a culminação lógica de um grande momento. O século XIX presenciou o prazer pelos exercícios físicos renascer em todos os lugares... Ao mesmo tempo as grandes invenções, as ferrovias e o telégrafo conectaram distâncias e a humanidade passou a viver uma nova existência. As pessoas se misturaram, conheceram-se melhor e imediatamente passaram a se comparar. O que um conseguia o outro desejava conseguir também. Exibições universais trouxeram para uma localidade produtos de todo o mundo, congressos científicos ou literários reuniram as variadas forças intelectuais. Então como poderiam os atletas não buscar se reunirem, já que a rivalidade é a base do atletismo e na realidade a ração de sua existência?" (Barão Pierre de Coubertin, 1896)

Agora tatuada, de forma indelével, na sociedade moderna, o esporte e o espírito olímpico se difundiram, fazendo com que os Jogos Olímpicos acontecessem a cada quatro anos nos mais diferentes países, unindo todas as nações dos cinco continentes.

O esporte criou mitos e lendas, edificou personalidades e nações se usaram dele para se promover; Hitler, nos Jogos Olímpicos de 1936 quis mostrar ao mundo que a “raça ariana” era superior; superior à tudo e à todos foi Jesse Owens, o negro que calou a nação ariana e fez líder alemão se retirar do Estádio Olímpico para não ter que entregar as quatro medalhas que o americano conquistara.
Anos mais tarde, na chamada Guerra Fria, Norte-Americanos e Soviéticos disputavam o espaço aéreo, político, social e também a hegemonia de TUDO, inclusive do esporte. A U.R.S.S. levava vantagem nas disputas olímpicas, a Guerra Fria esfriou, o mundo comunista caiu, se esfacelou e, junto com ele, a supremacia esportiva soviética.
Agora o mundo (e os esportes olímpicos) tornavam-se Norte-Americanos e por imposição deles, e nós espectadores passivos do grande poderio esportivo ianque.
Mas, há quem diga que o Grande Império já esteja dando sinais de declínio, que os EUA já não seja mais a grande potência que outrora doutrinou o modo de pensar e agir global (se auto-intitulando a polícia do mundo contemporâneo) e que hoje vê uniões internacionais e blocos econômicos lhe tomarem o posto de “número um” tanto na cultura, como na economia e, inclusive, nos esportes.

Chegou a vez de uma outra nação se impor frente ao mundo dos esportes (e consequentemente no restante das relações sociais também).
Sim senhores, é a vez da China; país que manteve-se firme, um palanque forte que não se abalou nem com as grandes Guerras quentes e tampouco com as frias, país que permaneceu culturalmente fechado, recebendo pouco influência externa e influenciando imperceptivelmente todo o modo de vida global. Revisem as roupas e os produtos que estão neste momento a sua volta, se não houver nada que diga: MADE IN CHINA, podem para de ler este artigo agora.


Se as Olimpíadas serviram para mostrar ou “tentar” provar superioridades de nações, impondo ideologias por trás das cinco argolas que a simbolizam, agora já não há mais Adolf Hitler (louco com a concepção de raça pura) nem EUA com seu egocentrismo capitalista, é a vez da China; e as Olimpíadas de 2008 virão para ajudá-la a firmar-se como a nova grande potência.
A China entra o novo milênio como o país que vai nos doutrinar social e culturalmente (não, não estou exagerando); as últimas olimpíadas mostraram a China como a maior conquistadora de medalhas e agora, com o evento, dentro de seu país, será o último passo para decretá-la como a grande superioridade esportiva mundial.
Mas não será apenas isso que veremos dentro de noventa e poucos dias; as Olimpíadas (e toda a concentração mundial voltada para Pequim) terminará de divulgar o novo modo de vida global; e aí estão algumas coisas interessantes, outras curiosas e algumas problemáticas desta sociedade oriental. Afinal, viver como um chinês vai ser completamente diferente do que “The American Life” estilo de vida que copiamos desde a década de 50.


Análise I:
Acredito que vocês concordem plenamente comigo que é preferível um HOT-DOG americano do que um cachorro (de verdade) frito chinês, ao melhor estilo Nugget. Afinal, na China, qualquer ser vivo que “se mexa” pode ser servido em um prato e ainda vivo (acrescente ao cardápio baratas, besouros, escorpiões, gafanhotos, ratos, gatos, cobras, etc.) – Nesse aspecto fico do lado americano de ser e de comer.

Análise II:
Curioso na China é que a maioria dos homens daquele país só começam a ter uma vida sexual após os (pasmem) 23 anos e que 77% da população não sabe que camisinha serve para ajudar a evitar a transmissão da AIDS. Fora o fator de que uma pessoa “de bem” pode ser presa e julgada por assistir filme pornô. Mas soltar flatulências (puns!) tirar meleca do nariz, entre outras "nojeiras", em público é mais que comum e ninguém se importa.

Análise III:
Correto, no meu ponto de vista, é a política de natalidade que permite ao casal chinês ter apenas um filho, sendo que aquele que tiver mais de um, paga para o governo. (Imagine aplicar isso aqui no Brasil, o governo até pagaria melhor o funcionalismo).

Análises finais:
Inúmeras outras culturas nós absorveríamos, como por exemplo: trabalhar muito (mas muito mesmo; afinal, na China recém está sendo incluído um benefício que permite férias anuais de QUINZE dias aos seus trabalhadores); aprenderíamos a viver mais e viver bem (pois na China a “melhor idade” é mais saudável que muito adulto de 30 anos de algum país em desenvolvimento); teríamos que aprender a falar e escrever chinês (altamente complicado; há quem diga ser a língua mais difícil do mundo); e por fim, mas não menos importante, nossos conceitos de beleza se alterariam num giro de quase 180º, a beleza feminina não seria mais a dos bustos fartos, estilo Pamela Anderson, a beleza feminina seria oriental, meiga, singela, quase que anti sex-simbol, mas particularmente bonita (e este detalhe, em particular, me chamou a atenção).


É de se pesar na balança a questão social que as Olimpíadas de Pequim nos trarão ao fim dos jogos; comer cachorro eu não me habituaria, muito menos soltar gases corporais em público; mas trabalhar bastante, envelhecendo feliz e saudável e, ainda, admirar as belas orientais será uma obrigação que eu acredito que não me fará tão mal assim.









Em tempo: Recebi críticas de que tenho escrito muitas "piadinhas" num BLOG que deveria ser sério. Pois bem, procurei escrever esta matéria da forma mais séria possível; mas minha irreverência acabou sendo mais forte. Perdão aos leitores!

-

Semana que vem retorno, agindo seriamente ou não!