Total de visualizações de página

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Matar e Morrer - Ontem e Hoje


Talvez o mais cético dos céticos (um ateu legítimo) já esteja começando a acreditar que o fim dos dias, o Apocalipse bíblico, esteja bem próximo de nós. O caos que precederia este fim já nos é visível, já nos é palpável, está na casa ao lado e nos bate a porta, quando vemos casos aterradores de violência, assassinatos, barbáries que nem a pré-história da humanidade foi capaz de protagonizar.
Matar e ser morto sempre foi comum na nossa sociedade; desde que na antiguidade os povos disputavam territórios, bens, propriedades, escravos, etc. E para tanto precisavam medir forças, sendo contingentes humanos o diferencial que decretava qual grupo social prevalecia sobre outro. Mas para tanto matar o semelhante se fazia necessário, quase que obrigatório, pois permitir ao inimigo sobreviver implicava permitir ser morto numa outra oportunidade de disputa.
Assim passamos pela Antiguidade e pela Antiguidade Clássica matando sem piedade; os romanos fizeram da “guerra de conquista” uma estratégia para dominar todo o território que lhes foi possível (e aprimoraram técnicas para matar e não ser morto); a Idade Média trouxe disputas entre nações que surgiam, cruzadas sem sentido e justiças aplicadas com penas de morte pela Santa Igreja Católica[1] que fez de sua doutrina uma justificativa para exterminar quem lhes fosse contrários (matar já não era questão de disputas, mas sim de ideologias também).
“Navegar é preciso”[2] diziam os navegadores europeus, mas ninguém ousou completar a frase dizendo que: “matar também é, nas terras descobertas”; porém em cada ilha, em cada novo continente descoberto e colonizado, era necessário dizimar ou escravizar civilizações locais[3], tudo isso no ímpeto do Velho Mundo de sobreviver, pilhar riquezas e dominar para não ser dominado (pena que os ameríndios não foram avisados do novo sistema econômico que surgia na Europa, por isso foram mortos, escravizados e alguns catequizados para trabalhar de “forma espontânea” baixo a égide da Igreja Católica, já contestada dentro da própria Europa). Séculos depois, um Papa pediu perdão pelos exageros cometidos pela Santa Igreja; terá adiantado?
A Revolução Francesa aprimorou mais ainda as técnicas para se matar; em alguns casos foi completamente original “Sui Generis”, fazendo da guilhotina[4], uma forma mais “indolor” para aplicação da pena máxima: a morte! Literalmente, cabeças rolaram neste período; mas a liberdade, a igualdade e a fraternidade (isso eu até hoje não entendo) prevaleceram por fim, numa França, agora sem seus reis absolutos. Tanta morte pra tirar um regime do poder (motivos políticos, neste momento justificavam tanta matança).
Porém as mortes em massa já não se limitavam mais às porções de terras européias no mundo contemporâneo; o Capitalismo, as relações comerciais e econômicas entre as grandes nações e o engatinhar da globalização fazia com que o mundo todo se tornasse um barril de pólvora e uma fagulha (sim, uma simples fagulha considerando a gravidade do restante dos fatos) foi o suficiente para declarar uma guerra, agora de proporções mundiais. O assassinato do arquiduque Austro-Hungaro Francisco Ferdinando foi o deflagrador de um derramamento de sangue de proporções nunca antes visto pela humanidade: a 1º. Grande Guerra Mundial (uma morte, gerando mais de 15 milhões de outras mortes; só nós mesmos pra fazermos coisas assim).
No sentimento de ego ferido, na busca de reerguer-se de uma considerável derrota, e restituir territórios perdidos pela 1º. Guerra, uma nação resolveu criar uma ideologia de raça pura para exterminar outras etnias, assim se fez (em parte) a 2º. Grande Guerra Mundial, onde 62 milhões (repito: 62 MILHÕES) de pessoas foram mortas das mais diferentes formas: ou em batalha[5], em suas casas[6], ou ainda em salas com gases venenosos[7].
Enfim, matar e morrer é mais humano até do que se reproduzir.
Mas matar com requintes de maldade, matar premeditadamente, matar o semelhante, matar a criança, matar o parente, o pai, a mãe, a avó, o filho?
Já não há explicação histórica; já se esvai a justificativa de sobrevivência, de perpetuação; já não se aplica a primitiva lei de Talião, não se faz argumento a defesa pessoal; não existem motivos para tanto.
Chegamos num estágio da sociedade onde a barbárie humana é ao mesmo tempo tão comum e tão horrenda que não se sabe mais o que é, da fato, crime e quem possa cometê-los.
Os fatos recentes no Brasil e no mundo, o banho de sangue que a televisão nos proporciona, me fez pela primeira vez, recorrer ao meu BLOG pra tentar acercar e buscar uma razão (ao final do que dissertarei) para tanta atrocidade sanguinária e psicótica cometida pelo ‘ser homem’.
Matar pai e mãe já é quase tão comum quanto um homicídio envolvendo discussão.
Matar irmão já não é tão novo assim (há de se lembrar Caim e Abel, nas fantásticas histórias da Bíblia).
Mas o que leva um jovem estudante a matar dezenas de pessoas em uma universidade e depois ceifar a própria vida? O caso Virginia Tech, nos EUA ainda nos choca.
Arrastar uma criança pelo cinto de segurança pelas ruas fingindo ser a vítima um boneco de Judas à ser malhado? Que animais fariam isso? Certamente animais não. Animais tendem a cuidar se seus próximos no instinto de sobrevivência.
Jovem (adolescente) matando outros jovens? Isso é quase que inexplicável; o rapazinho de Novo Hamburgo que declarou já ter matado 12 pessoas, tendo ele apenas 16 anos é uma afronta ao perfil do assassino em série, pois a grande maioria dos “Serial-Killers” só chega ao elevado número macabro com alguns anos de experiência. O menino de Novo Hamburgo ainda não é maior de idade; e será solto quando alcançar a maioridade!
Um pai... uma mãe... matar seu filho!
Não há palavras para descrever tal cena; nem o mais insano diretor de cinema de suspense conseguiria descrever cenas que atualmente se repetem amontoadamente nos jornais e televisão.
Somente a mente criminosa é capaz de arquitetar planos para jogar um filho recém nascido num córrego imundo, como fez a mãe de Belo Horizonte; somente a sórdida e macabra premeditação de um pai (ele ainda vai confessar, escrevam o que estou dizendo) para jogar uma filha pela janela do sexto andar, depois de espancá-la, deixando um rastro de sangue pela casa; somente, mesmo, a mente humana para matar uma continuidade sua, um filho, uma criança, uma vida em formação.
Eu não quis, ao longo deste texto, justificar as dezenas de milhões de mortes que a humanidade protagonizou ao longo do percurso de nossa história. Matar nunca foi um ato a ser merecedor de honrarias.
Mas é que se nem a história foi capaz de nos mostrar isso, para que não cometamos os mesmos erros; se nem o instinto de sobrevivência que nos fez matar para defender nossos irmãos basta para que nos protejamos; o que eu vejo, agora, é que humanidade está sim fadada ao apocalipse, não divino, mas o apocalipse dos homens, estes que construíram impérios, dizimando outros; exterminaram motivados por ideologias de raça e de credo e que hoje matam sem razões, apenas pelo simples prazer recôndito de matar (nesta essência maligna que Kant batizou de “mal radical”).
O mal é rotina no século XXI, mas nem as origens dele explicam as barbáries atuais.
Pregar aqui uma consciência mais humana entre nós foi o meu intuito (mesmo sabendo do limitado número de pessoas que venha à ler isso); mas afinal, o que mais vale neste mundo caótico de hoje: amar (e não ser merecedor de destaque histórico) ou matar (e ser eternizado numa capa de jornal como psicopata ou ainda ser imortalizado num livro de história?
Fernando Cortez, Francisco Pizzaro, Hitler, Bush, pais assassinos que jogam seus filhos de prédios, mães desalmadas que jogam seus filhos em córregos e jovens que matam dezenas ficarão eternizados para sempre em nossas mentes, mostrando que o mal infelizmente vingou e que o amor, mesmo que sublime ainda está em segundo plano (pelo menos historicamente) em nossos sentimentos humanos.






Se Darwin afirmava que estamos em constante evolução neste processo de sobrevivência natural, que chegue de uma vez o dia em que nós humanos tenhamos nos desenvolvido o suficiente para realmente amar.








[1] Por mais de 700 anos a Igreja Católica condenou a matou milhões de pessoas pela Europa e em suas colônias. Somente na Espanha e Portugal o número de condenados ultrapassou os 37.000. (Fonte: Aventuras na História/Março-2008
[2] Frase atribuída à Fernando Pessoa (grande poeta português, nascido em 1888). Porém, os navegadores da Escola de Sagres já se usavam desta frase por volta da metade1400.
[3] O Frei Bartolomé de las Casas relatou os requintes de crueldade com que os espanhóis entravam nas aldeias indígenas não poupando mulheres, velhos e nem crianças, durante a “Conquista” da América.
[4] O médico Joseph-Ignace Guillotin na busca de amenizar o sofrimento dos condenados à morte, inventou o aparelho que tornou-se símbolo da Revolução Francesa: a guilhotina. Somente em 1794, 20.000 pessoas haviam sido decapitadas pela engenhoca de Guillotin. (Fonte: Aventuras na História/Julho-2007)
[5] O Dia “D” pode ser considerado o mais longo dos dias e o que mais rendeu baixas em ambos os lados na 2º Grande Guerra Mundial; um total de mais de 237.000 baixas militares (aliados e alemães). Fonte: www.wikipedia.org
[6] Londres, entre setembro de 1940 e maio de 1941 foi reduzido à chamas e destroços pelos alemães, onde o abrigo para os ingleses era o subsolo. Mais de 300 mil pessoas perderam a vida durante os bombardeios alemães.
[7] Nos campos de concentração a prática mais comum de “se livrar do estorvo” era confinar como animais, judeus em salas que lhes eram apresentadas como banheiros para limpeza, mas a limpeza imposta ali era a da concepção de limpeza humana da raça ariana, matando milhões com gases venenosos e depois atirando-os em valas comuns abertas. O número de judeus exterminados nos Campos de concentração nazistas ultrapassa a marca de 6 milhoes.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Meus Vizinhos Neanderthais - Breve nos cinemas; um filme de Pedro Duarte (baseado em fatos reais)

No percurso que a raça humana percorreu até chegar à este estágio de nossa evolução, alguns descaminhos até ajudaram para que apenas a melhor das espécies permanecesse na face da terra; seria este, mais ou menos explicado, o princípio da Seleção Natural do Darwin.
Desde a “descida da árvore” protagonizado pelos pequenos “Ramapithecus” até o último estágio de nossa formação humana (Homo Sapiens Sapiens) e sua sedentarização e constituição das sociedades, alguns percalços e desvios de rotas ocasionaram o fim de algumas espécies; é o caso do Homem de Neanderthal.

O homem-de-neandertal (Homo neanderthalensis) é uma espécie fóssil do gênero Homo que habitou a Europa e partes do oeste da Ásia, de cerca de 300 000 a aproximadamente 29 000 anos atrás (Paleolítico Médio e Paleolítico Inferior, no Pleistoceno), tendo coexistido com os Homo sapiens. Alguns autores, no entanto, consideram os homens-de-neandertal e os humanos subespécies do Homo sapiens (nesse caso, Homo sapiens neanderthalensis e Homo sapiens sapiens, respectivamente). (Fonte: www.wikipedia.org)

Tal espécie extinguiu-se de forma misteriosa e, até hoje, é motivo de estudos e controvérsias entre pesquisadores do assunto.
A teoria mais plausível seria de que eles teriam sido extintos no processo de competição frente aos Homo Sapiens que tinham mais mobilidade e que se adaptaram melhor ao meio em que viviam.

Por fim (e por fim mesmo) tal espécie teria sumido da face da terra sem deixar muitas pistas; mas eis que hoje, quase que 45 mil anos depois da extinção completa que deu ao Homo Sapiens o domínio sobre todo o planeta, eu, Pedro Duarte, encontrei uma família de Neanderthais em pleno século XXI.

Sim, não estou inventando; não quero notoriedade, nem tampouco dar o meu sobrenome à esta espécie que descobri, grupo este remanescente dos considerados homens das cavernas. Mas os Neanderthais que conheci (quase que por acaso), já se vestem, vivem em um médio grupo social (oito a nove membros), constituíram moradia sedentária e o principal: GRITAM, ESBRAVEJAM, BRIGAM e emitem GRUNHIDOS diariamente.

Porém o principal (o que faz parecer uma redundância maior) é que os gritos, os brados, as brigas e os grunhidos sempre acontecem em horários, digamos que, importantes do dia.

- De manhã cedo (sim, 10 horas da manhã ainda é madrugada pra mim) já se manifestam estes pré-humanos e suas crias.
- No horário do almoço (para mim uma hora sagrada e familiar, para eles a hora em que o bando divide a caça, por isso seja acentuada a “pelêia” neste momento).
- Na hora da minha “sestia” (é um problema ter contato direto com os hermanos argentinos, sempre acabamos aculturados e eu gosto muito de dormir) as feras pré-históricas se reúnem embaixo de uma árvore para se “trocarem afagos”.
- No café da tarde, antes de ir trabalhar...
- Quando chego no escritório pra verificar as coisas da internet...
- Quando vou jantar...
- Quando vou dormir a noite...



Mas o que notei é que eles têm uma vida muito mais agitada que a minha, porque enquanto eu alterno momentos de lazer e trabalho, eles estão sempre no mesmo ritmo de seus afazeres, tanto que neste momento, enquanto tento concluir este tema, os gritos e urros já começam a atrapalhar minha concentração.
Acho que terei que chamar profissionais do ramo, descobrir uma espécie não é um problema, problema é ser vizinho delas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Carnaval em Uruguaiana (de novo???)


Sim, Uruguaiana agora ganha ares de Bahia; carnaval estendido, várias festividades, mesmo sendo elas dentro do religioso e abstêmio período de Quaresma.

Mas tudo bem, se é para gerar turismo, movimentar o comércio local e colocar a cidade num lugar de destaque dentre as outras da região, até a Igreja Católica perdoa a intenção da festa. (Imagem ao lado está desatualizada, mas valeu a intenção) - - >

Tem aqueles que já destacam ser o carnaval, de rua, de Uruguaiana o 3º. maior e melhor carnaval de rua do país, perdendo apenas para a grande show mundial do Rio de Janeiro e para a grande São Paulo. E de fato, Uruguaiana realiza uma grande festa de carnaval, pois tem:

- Grandes escolas de samba (Rouxinóis, Marduque, Cova da Onça, Bambas da Alegria, Deu Chuca na Zebra, etc.);

- Arquibancadas lotadas com torcidas e espectadores que vem de outras partes do Brasil e países vizinhos (Argentina e Uruguai);

- Atrizes globais, modelos esculturais e personalidades do mundo do carnaval do Rio envolvidas nas escolas, colaborando para enriquecer o nosso carnaval local.

-Cartolas lavando dinheiro sujo usando suas escolas "de coração".

- Autoridades querendo aparecer mais que as Escolas de Samba.

- Polêmica na hora das apurações (vejam, isso não se limita apenas ao carnaval do RJ, aqui é bem maior e envolve até escândalos sociais).

Mas fora tudo isso, este ano o carnaval terá um algo a mais este ano; não, não será algum astro ou estrela da Globo.

Para aqueles que pensaram ser algo de extraordinário, desculpem decepcioná-los, a atração a mais este ano será:

“EU”.

Vou transmitir as quatro noites do carnaval, de rua, de Uruguaiana pela Rádio El Shaday (FM 104.9) fazendo os comentários e entrevistas antes, durante e depois de cada desfile.

Espero ver os amigos que já me acompanham por aqui, de olho na avenida e de ouvido na rádio.

Prometo mandar abraços para vocês todos, nem que isso me custe o contrato!!!

- - -

Seguindo no tema "Links para o pessoal do INSS":

Fidel Castro e o que os cadidatos americanos dizem

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Relatório de um grande jogo de futebol

Muitos amigos meus elogiaram o Blog (sendo verdadeiros os elogios ou não: obrigado); mas alguns reclamaram que eu escrevo sobre futebol puxando a brasa pro lado do Grêmio. Ora bolas, acham que eu vou elogiar o Inter? NUNCA. Nem com banda de música!
Mas isso não me impede de elogiar alguns jogadores que já "foram" do Inter.
Alexandre Pato. Assisti ao jogo Milan 0 x 0 Arsenal, e mesmo sem gols o guri infernizou, driblou, chamou a marcação deu passes semelhantes ou melhores do que o grande astro do time, Kaká.
Como o jovem joga futebol; como eu queria jogar 10% do que ele joga (acreditem, além de professor "sedentário" de história eu também corro atrás da bola e busco a direção do gol).

Ok agora, colorados? Elogiei algo que "já foi" de vocês e hoje não é mais?

Então eu escreverei sobre futebol para os meus amigos mais próximos, para meus colegas de time, (que na verdade já é uma máquina de empilhar gols, a favor e contra, diga-se a verdade)

O relatório do nosso penúltimo que mereceu destaque pela forma aguerrida como jogamos:

(publicado na comunidade do Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44493478 no dia 06/02/2008)

A imortalidade agora tem outro nome, não pertence mais somente ao Grêmio, os jovens jogadores da AK-Dimia 47 também podem ser imortalizados após o jogo desta terça-feira (05/02/2008) de carnaval.

O jogo foi no pior horário do dia, eram 16 horas e o sol implacável não amenizou nem aqueles que na noite anterior certamente haviam festejado o penúltimo dia de carnaval.

Se para a Ak-Dimia a vitória era uma questão de necessidade (pois havia sido derrotada na pré-temporada pelos adversários em questão) para a ouro e Prata e deveria ser o jogo da afirmação (pois no primeiro jogo entre os dois times, em 2007, houve uma virada incrível nos minutos finais difícil de se engolir).

O JOGO:
-
Logo no início de jogo, um erro de saída da defesa foi o suficientes para a Ak-Dimia abrir o placar, com Pedro, que de pé esquerdo (que não é seu forte) mandou para o fundo das redes.
- - - 1 x 0

Em seguida, usando de sua arma (o cruzamento) João Rafael cruzou para, novamente, Pedro escorar de cabeça para o gol.
- - - 2 x 0

O jogo corria fácil, Guilherme Rambo arriscou de muito longe e marcou também, no ângulo.
- - - 3 x 0
Pedro pediu pra sair, e o Goleiro reserva (Gringo) entrou na linha, pegou um rebote no chute de Junior e ampliou.
- - - 4 x 0

O time da Ouro e Prata, apático, não demonstrava reação, sequer chutava a gol.
Tudo parecia muito fácil para a vitória da Ak-Dimia; apenas "parecia"...

Larré, não se encontrava mais em quadra, apenas corria sem direção; João Rafael, com fortes dores no joelho já não conseguia correr nem ir para o ataque com velocidade; Daniel que entrou no decorrer do jogo buscava passar pelo meio, onde era bloqueado duramente pelos adversários. Guilherme Rambo ainda não tinha se afirmado em campo como craque que é, insistindo em ajudar na defesa ao invés de partir em velocidade como é sua característica. Junior fechava como podia e lançava a bola para frente desafogando sempre que possível.
Mas o inevitável começou a acontecer, os chutes foram minando a defesa da Ak-Dimia.

Na superação a Ouro e Prata buscou o jogo:
--- 4 x 1
--- 4 x 2
--- 4 x 3

E a Ak-dimia já não sabia onde estava.

Pedro esperava para voltar em quadra, mas sem ritmo de jogo se limitava à orientar o time de fora de campo.
O time já não chutava a gol faziam uns 15 minutos; a pressão da Ouro e Prata era intensa, mas num descuido, João Rafael chutou para desafogar e goleiro e zagueiro da Ouro e Prata não se entenderam e o gol, mesmo que contra aliviou o jogo para a AK.
--- 5 x 3

Mas o destino devolveu aquela joga de sorte; num cruzamento Rambo quis interceptar e acabou mandando para o fundo do próprio gol.
--- 5 x 4

Foi um banho de água gelada nos ânimos da Ak-Dimia, que esmoreceu e permitiu a virada da Ouro e Prata comandada pelo baixinho Franck e o zagueiro Ney.
--- 5 x 5
--- 5 x 6
--- 5 x 7
--- 5 x 8

Inacreditavelmente, a Ouro e Prata abriu uma vantagem de 3 gols sobre a Ak-Dimia e o jogo se encaminhava para uma triste derrota da Ak-dimia.

Rambo havia saído com fortes dores no joelho, João Rafael que também sentia dores, jogava no limite, Junior, Daniel e o goleiro Gringo seguravam como podiam a artilharia da Ouro e Prata.

Faltando 5 minutos para o término do jogo, Pedro voltou no lugar de Larré; já na primeira oportunidade, recebeu passe magistral de João Rafael (que lembrou Ronaldinho Gaúcho e Eto'o do Barça), driblou o goleiro e com o arco vazio ainda entrou com bola e tudo para o gol.
--- 6 x 8

Menos de um minuto depois, novamente Pedro bem posicionado na área recebeu outro presente de João Rafael, mais um gol, este com a cara do artilheiro.
--- 7 x 8

Faltava MUITO pouco tempo para acabar o jogo, mas o time voltou a acreditar que podia.
Junior lançou Daniel na ponta direita, ele driblou o zagueirão Ney e cruzou para Pedro, que ao pular foi deslocado; PÊNALTI.
Pedro pegou a bola, chamou a responsabilidade para ele, olhou para o relógio e viu que faltava muito pouco tempo, pouquíssimo.
João Rafael ainda perguntou se ele iria querer fazer a cobrança. Ele disse que sim.

O jogo que teve ritmo alucinante parou, quando todos assistiram a cobrança; Pedro não pegou distância, assustando seus companheiros e apavorando Larré que já não tinha mais condições de estar em pé. O Time da Ouro e Prata depositava toda sua esperança no pequeno goleiro. E quando todos esperavam uma cobrança no alto, Pedro chutou forte e rasteiro no canto esquerdo do goleiro. Era o empate.
--- 8 x 8


Nem o mais esperançoso torcedor acreditaria em mais uma virada antológica contra o time da Ouro e Prata como a virada protagonizada pela base do que hoje é o time da Ak-dimia, em 2007. O empate já era considerado uma vitória para a Ak-dimia, que já não tinha pernas e pulmões para agüentar os instantes finais de jogo.

Pedro deu lugar a Guilherme Rambo novamente; restavam ainda longos 2 minutos de jogo, mais algum acréscimo.

Junior, Rambo, Daniel e o goleiro Gringo resistiam bravamente como um castelo medieval evitando ser invadido. Apenas João Rafael apoiava mais a frente.

Foi quando brilhou a estrela do craque (considerado o Alexandre Pato, de Uruguaiana).

Guilherme Rambo pegou um rebote de sua própria defesa, driblou o marcador puxou para a perna direita que é a melhor e mesmo de muito longe resolveu arriscar...

Era o gol da redenção, o gol da virada, o gol histórico !!!

--- 9 x 8

Nem o sol escaldante, nem as lesões, nem o carnaval, nem a superioridade do outro time foi capaz de parar a Ak-dimia.

A vitória da imortalidade, da raça e da superação.

- - - - - - -

Notícias de sites que eu publiquei na minha comunidade do orkut, vou re-postálas aqui:

Sobre o balanço econômico norte-americano e seus reflexos no Brasil:
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL269821-9356,00-ENTENDA+COMO+O+CORTE+DE+JUROS+NOS+EUA+PODE+AFETAR+O+BRASIL.html

Notícia (c/ vídeo) sobre as prévias Norte-americanas
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM782209-7823-EUA+OBAMA+VENCE+AS+PREVIAS+NA+CAROLINA+DO+SUL,00.html
A expressiva vitória de Obama na corrida presidencial Democrata, assusta tanto Republicanos como os próprios Democratas.

A Invasão do Iraque desde 2003 e as perdas norte-americanas:
http://br.news.yahoo.com/s/afp/071106/mundo/iraque_eua_viol__ncia_mortes

E "se" houvesse uma guerra Brasil x Venezuela?
http://mundoestranho.abril.uol.com.br/materia/materia_265314.shtml
Interessante reportagem aventando a hipótese de uma guerra entre os países vizinhos da América Latina.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Ele RENUNCIOU !!!

- Quem, o Fidel? Castro não renunciou, apenas tornou o comunismo mais “light”.

Assim como muitos aliados ferrenhos da velha e boa esquerda, (que um dia esteve "na esquerda" mesmo) Fidel Castro agora resolveu renunciar e deixar para seu irmão o comando da ilha de Cuba.
O sonho mais erótico do Capitalismo é possuir com furor aquela pequenina ilha, que é governada por mais de 48 anos pelo grande líder (considerada a maior ditadura da atualidade) Fidel Castro.
Mas agora a ilha vai ficar mais light, vai se render ao bloqueio norte-americano com a sua ALCA. Já não será só a Coca-Cola consumida, se consumirá Mac-Donalds, Pizzas Hutt, transitarão em carros da GM e Ford, voltarão os cassinos e Cabarés famosos antes de 1960, onde americanos vestiam camisas floridas e fumavam charutos locais.
Mas há quem diga que Fidel não renunciou, há quem diga que ele não morreu e nem morrerá. Concordo com estas pessoas; pois se meu único herói fosse Fidel Castro eu o tornaria IMORTAL, pois saberia que com a sua morte acabaria o sonho que foi iniciado por Marx, testado na prática com Lênin, repetido cm Stalin e falhado com o fim da URSS em 1990.

Querem prova de que o mais inflexível esquerdista hoje é “light”?
Lulinha Paz e Amor é o exemplo brasileiro. Desde suas manifestações no ABC paulista nos idos de 79, com aquela barba pesada, austera e a mão com 4 dedos gesticulando aos roucos brados, para a sua última campanha presidencial, com barba bem rala, voz moderada, paletó de R$ 3000,00 reais e ironias típicas de neo-liberal que está por cima da carne seca, é a prova maior de que até aqueles que um dia foram radicais, hoje são lights, quase que dietéticos.

Lula mostrou isso,
Fidel se acabou nisso,
E ainda vem gente dizer que a Socialismo é a solução!

Talvez para o Chavez e sua Venezuela, onde a cartilha escolar é escrita por ele, onde as emissoras de rádio e TV são fechadas por ele; e onde o povo está voltando contra ele.

Não sou neo-liberal, não tenho dinheiro para ser Capitalista; mas também não me iludo com as ideologias; elas morreram, há muito tempo, quando o dinheiro corrompeu valores, tornando o mais COMUNISTA uma figura sovina que consome vinhos Romanés mas não reparte o seu salário de presidente, governador, senador com o seu próprio povo.

Não acreditam no que estou dizendo?

Para os amigos que gostam de testar cnhecimentos, a revista VEJA publicou uma série de testes para ver o quanto estamos por dentro da atualidade:





Assim fico por aqui hoje.
Já diria o gastronomo José Antonio Pinheiro Machado:


"- Voltaremos."



Já o Fidel Castro...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O Retorno (do Batman, do Superman, do Pedro, qualquer um que seja)


"Eu voltei,
pras coisas que eu deixei,
eu voltei (...)"

Pois é, voltei, desculpem todo este tempo afastado; se for o caso usar uma desculpa para me redimir, posso usar o álibi de que estava em luta pela educação, que nestes últimos meses foi incansável na busca de aprovar meus queridos alunos nos mais diversos vestibulares da região.

Estou perdoado? Enfim...

Senti saudade de escrever novamente, mesmo sabendo que poucos, pouquíssimos lerão estas linhas em forma de devaneio que posto aqui na internet. Mas uma pessoa acessando, que seja, já torna muito mais feliz meu intuito de registrar estes meus pensamentos.

Não pretendo voltar no tempo e escrever sobre 2007 (que por sinal foi um dos melhores anos de minha vida), pois eu estaria fazendo aquilo que diariamente faço: comentar sobre o passado; mas o interessante seria acercar sobre estes arrancos de 2008 que já se aproxima de seu terceiro mês. E que ano promete ser 2008...

A máquina não pára, a roda segue a girar e eu não tirei férias.

Mas tudo bem, tudo ótimo; sigo fazendo aquilo que gosto e agora na missão de ajudar os que pretendem passar no concurso do INSS. E quem disse que eu queria tirar férias? Eu que reclamo que brasileiro ADORA uma folguinha, deveria ser o primeiro à dar exemplo de que trabalho é dignificante e construtor de caráter (ainda mais quando se é bem remunerado).

Mas para não me delongar entre um pensamento e outro, deixo aqui minha postagem de RETORNO, com um link interessantíssimo para aqueles que buscam estar informados sempre:

http://www.unafisco.org.br/links/index.htm

Jornais, revistas e uma variedade de informações para acesso rápido.

É necessário se estar informado, alienação NUNCA !!!

Aos meus alunos, bons estudos e um ótimo fim de semana;

Aos meus amigos, um forte abraço e lhes espero para outra roda de mate!

sábado, 10 de março de 2007

ECOS DE UMA TRAIÇÃO ANUNCIADA

Após 1492 – data que inclusive dá nome ao filme que retrata a chegada do europeu ao novo continente até então desconhecido – os europeus se lançaram na exploração das terras descobertas e trouxeram da Europa seus costumes, causando um choque-cultural com os índios residentes neste território. Em alguns lugares, mesmo havendo este choque de culturas, o processo de aculturação foi pacífico; e nesta aceitação do índio pela cultura do branco europeu, foi que a Companhia de Jesus chegou nas Américas - em 1534 o Papa Paulo III decretara que o índio era ser humano e tinha alma - e assim em 1607 os Jesuítas fixaram-se no centro da América do Sul, fundando a primeira Província Jesuítica do Paraguai.



A história da grande nação Guarani remonta milhares de anos, pois este grupo indígena faz parte do tronco Tupi, que por volta de 2.000 anos A.P. desceu das florestas da Amazônia em busca de novo habitat – já que houve uma grande seca neste período – e por toda a região abaixo da Linha do Equador ocupou terras ao longo das bacias hidrográficas, subjugando os povos já ali existiam, fixando-se onde hoje compreende o território do Paraguai, sul do Brasil, Argentina e Uruguai e constituindo um grupo de mais de dois milhões de pessoas, conforme os etnólogos citam. Pedro Ignácio Schmitz faz menção desta população no livro O Guarani: História e Pré-História.

Mesmo carregando no nome agressividade e belicosidade – pois Guarani significa “gente guerreira” – os Jesuítas encontraram facilidade de aproximação com estes índios e juntos erguem as primeiras Reduções Jesuíticas por volta de 1626. As bandeiras de Raposo Tavares, entre outros, destroem o sonho de sociedade criada pelos jesuítas junto aos guaranis que expulsam os padres e a criação de gado trazida por eles se espalha reproduzindo-se livremente pelo continente trazendo à esta região os “coureadores” que matavam o gado somente pela comercialização do couro.


Em 1680, Manoel Lobo fundou a Colônia de Sacramento, bem em frente ao Porto de Buenos Aires, acirrando uma disputa pelo escoadouro do Rio da Prata. Os Jesuítas novamente voltaram ao sul, com a missão da catequese entre os guaranis, mas também para controlar a posse do território, já que agora havia um câncer português em terras espanholas e o medo de que este câncer se reproduzisse era latente. 1682 marcou o retorno dos Jesuítas ao chamado Continente de São Pedro; desta vez apoiados pela coroa espanhola, os padres voltavam a fazer o trabalho de catequese e educação dos guaranis que ajudaram a levantar mais de 30 reduções no que seria a segunda fase destas e de 1720 até 1756 se daria a época dourada dos Povos Missioneiros.

O crescimento irrefreável das reduções era impressionante e a sua auto-sustentação fez as Coroas Espanhola e Portuguesa voltarem os olhos para esta parte da América, pois da forma crescente que desenvolviam-se as Reduções, era provável que dentro de muito pouco tempo a Província Jesuítica não necessitasse mais depender de Espanha ou de qualquer outra nação européia. Nas reduções, produzia-se de tudo, os índios guaranis aprenderam, inclusive, a lidar com metal e com tecelagem, e todo o excedente de suas produções era comercializado e exportado para o restante da América e Europa.




Temendo perder a posse das terras, que lhes foi concebida pelo Tratado de Tordesilhas, para esta nova nação que se formava no meio do mato e do campo, Espanha uniu forças com seu maior rival, Portugal, e acordaram um novo Tratado, o de Madrid, que decretava que os Sete Povos das Missões seriam dados pela Espanha à Portugal em troca da Colônia de Sacramento que pertencia aos lusitanos. Dessa forma a utopia da batina - que detinha mais de 40 mil guaranis vivendo em sociedade - deveria acabar, impedindo seu avanço social. A coletividade, a organização, a vida social dos índios, que saíram do mato para viverem em harmoniosa convivência tornara-se um perigo para Espanha e Portugal, e por isso não poderia mais continuar existindo tal risco às Coroas.



Os padres Jesuítas tentaram expor a situação decorrente do Tratado de Madrid aos índios que não entendiam como que a Nação para quem eles trabalharam não os queria mais e, revoltados, se negaram-se á sair das terras que eles herdaram de seus antepassados e das construções que eles ergueram em nome de Deus e da Santa Igreja Católica. Durante mais de cinco anos muitas tentativas de acordo foram feitas sem sucesso entre índios, padres e representantes das Coroas, e os Exércitos de suas majestades já se preparavam para tomar por meio da força o território pertencente aos guaranis.

Os "ecos de uma traição anunciada" levaram Sepé Tiaraju a liderar o levante armado de índios contra Portugal e Espanha; este que nascera e vivera sob a égide de duas culturas, a guarani e a jesuíta; Sepé na redução de São Miguel foi capitão, Corregedor e Alferes Real do Cabildo do Povo de São Miguel da Província Jesuítica do Paraguai e capitão da guarda. Seu status lhe possibilitou insuflar a revolta armada dos guaranis que foram à luta em defesa de suas terras.


Portugal e Espanha formaram um exército só para dizimar agora os índios que não aceitaram o Tratado de Madrid e também partiram para o confronto bélico liderados pelo governador do Rio de janeiro Gomes Freire e pelo espanhol Marquês de Valdelírios; Enquanto do outro lado as hostes guaranis eram comandadas por Sepé Tiaraju.

Alguns embates ocorreram, causando baixas dos dois lados em conflito, mas em 07 de fevereiro de 1756, nas margens da Sanga da Bica – hoje atual município de São Gabriel – caiu ferido mortalmente o herói indígena Sepé Tiaraju, que a história dos vencedores exalta afirmando que lhe foi fincada uma lança espanhola e uma bala portuguesa. Dias mais tarde, em 10 do mesmo mês, Nicolau Nhenguiru, imediato de Sepé, liderou os guaranis no que foi o maior massacre já visto nesta região; em pouco mais de 15 minutos, as cargas de canhões e fuzis dizimaram mais de mil e duzentos guaranis no que foi chamada de “A Batalha de Caiboaté”, terminando com o sonho da sociedade criada onde ninguém acreditava ser possível. Os poucos índios que sobreviveram voltaram para as matas e atearam fogo nas reduções para não deixar intacto aos exércitos luso-espanhóis tudo aquilo que eles construíram.

Em maio de 1756, finalmente o Tratado de Madrid foi posto em prática, durando somente até 1777, quando outro Tratado, o de Santo Ildefonso devolveu as terras pertencentes às Missões novamente à Espanha, deixando gravado na história que o interesse maior daquela traição era desfazer a sociedade jesuítica-guarani.
Não há limites para a ganância das nações, não há, nunca houve e – talvez prevendo o futuro – não haverá. A força dos interesses sempre prevaleceu frente aos sonhos, às vontades, aos anseios da sociedade; em quase toda a história a força venceu a razão, a opressão derrotou a esperança, e aqui nos Sete Povos das Missões não foi diferente, pois aqui, novamente, o peso da injustiça, fez com que a espada vencesse a fé, e a ganância derrotasse a fraternidade.

REFERENCIAL TEÓRICO


BERNARDI, Mansueto. O Primeiro Caudilho Rio-Grandense – Fisionomia do Herói Missioneiro Sepé Tiaraju. Porto Alegre: Editora Globo, 1957.

COLL, Josefina Oliva de. A Resistência Indígena. São Paulo: Editora L&PM, 1986.

CHEUICHE, Alcy. Sepé Tiaraju – Romance dos Sete Povos das Missões. Porto
Alegre: Editora Sulina, 1984.

FLORES, Moacyr. Colonialismo e Missões Jesuíticas. Porto Alegre: Editora Est, 1996.

GOLIN, Tau. Guerra Guaranítica: como os exércitos de Portugal e Espanha destruíram os Sete Povos dos Jesuítas e índios guaranis no Rio Grande do Sul. Passo Fundo: EDIUPF, 1999.

GOLIN, Tau. Sepé Tiaraju. Porto Alegre: Editora Tchê, 1985.

RBS Publicações. História Ilustrada do rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2004

RS-VIRTUAL. Disponível na Internet ( www.riogrande.com.br/historia )

SCHMITZ, Pedro Ignácio. O Guarani: História e Pré-História. In: TENÒRIO, Maria Cristina (org.). Pré-História da Terra Brasilis. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1999